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2026 com clima de 2018

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Cientista político acha pouco provável alguma medida do governo Lula mudar a tendência de eleição muito apertada
Cientista político acha pouco provável alguma medida do governo Lula mudar a tendência de eleição muito apertada Imagem: Ricardo Stuckert/PR e Roque de Sá/Agência Senado

Não faz muito tempo que a imprensa e a política foram surpreendidas com o crescimento vertiginoso do candidato radical que liderava as pesquisas na época, mas era desacreditado pela maioria. O prognóstico de todos os partidos era de que Jair Bolsonaro teria vida curta. Seria engolido pela máquina partidária da grande aliança de centro que se formava em torno do então candidato tucano, Geraldo Alckmin.

Já sabemos como esse filme terminou. Corta para 2026: a família Bolsonaro, bem estabelecida, tem os votos de metade da população, representando um dos eixos da polarização. Herdeiro do capital político do pai, Flávio Bolsonaro subiu rápido nas pesquisas e empatou com Lula ainda na pré-campanha. Não é exatamente uma surpresa, exceto pela velocidade em que aconteceu. A novidade é o clima político que envolve o país, com ecos claros do sentimentos lavajatista, antipetista e antissistema que varreram o eleitorado em 2018 e deram vitória à oposição.

As pesquisas Datafolha, Meio-Ideia e Quaest, divulgadas entre ontem e hoje, mostram o descrédito crescente em relação às instituições, principalmente o Supremo Tribunal Federal. A desconfiança no Supremo e no Judiciário é a maior da série histórica, iniciada em 2012, segundo o Datafolha: 43%. Na Quaest, 49% não confiam no STF contra 43% que dizem confiar. E mais: 66% dos entrevistados afirmam que é importante votar em um candidato ao Senado favorável ao impeachment de ministros do Supremo. O mais preocupante para o PT é que 59% veem a Suprema Corte como aliada do governo Lula.

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