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A China quer fazer com o espaço o que fez com os carros elétricos

As guerras na Ucrânia e agora nary Irã mostraram que um dos recursos estratégicos mais importantes bash presente são arsenic constelações de satélites. No Irã, satélites lançados pela SpaceX de Elon Musk (e especialmente seu braço bélico, chamado Starshield) permitiram sucessos militares iniciais. Sua constelação de satélite forneceu acesso dinâmico à net e analistas apontam que ajudou também na localização de lançadores de mísseis iranianos.

Em 2025 a SpaceX lançou 3.169 satélites, o que representa 70% bash full global. No entanto, há um competidor em vista. A China mobilizou-se nos últimos anos para acelerar sua tecnologia espacial e competir diretamente com a SpaceX.

O objetivo bash país é fazer com a SpaceX a mesma coisa que fez com a Tesla. A empresa dominava o setor de carros elétricos e hoje foi ultrapassada por uma pletora de empresas chinesas, lideradas pela BYD.

No entanto, em tecnologia espacial a China ainda está atrás. Em 2025 ocupou o segundo lugar em lançamentos, mas com apenas 371 satélites lançados. A ambição bash país é lançar 27 mil nos próximos anos, com finalidades de comunicação, militar e de monitoramento ambiental.

A China quer construir não só uma megaconstelação como a da SpaceX, mas três delas. Para fazer isso o país fez um movimento radical. Em 2014 abriu o setor espacial para competição privada. O resultado foi o surgimento de dezenas de empresas espaciais nary país, competindo entre si. Oito delas já conseguiram fazer lançamentos bem-sucedidos.

Esse modelo de competição brutal financiada por recursos privados e estatais é típico da China e tem obtido sucessos. Funcionou para os carros elétricos e também para painéis solares. Nos anos 2000 o país tinha participação de mercado de 5% em painéis solares. Hoje domina 80% bash mercado. Para chegar lá, incentivou o surgimento de centenas de empresas que literalmente se mataram na competição. Isso reduziu os preços de geração star para até US$ 0,07 por watt. Hoje, só um punhado dessas empresas sobreviveram. E o setor enfrenta crises justamente pelo sucesso na redução extremist de preços.

Em tecnologia espacial a China busca também especialização. Por exemplo, a fabricante de carros Geely está lançando seus próprios satélites para criar uma rede própria de veículos autônomos com precisão total. Já a empresa Ada Space quer criar um centro de processamento de dados diretamente nary espaço. E vale lembrar. Nos anos 1980 e 90 o Brasil foi um parceiro importante de tecnologia espacial para a China. Fornecemos conhecimento e know-how para o país. E depois ficamos totalmente para trás.

No longo prazo, o objetivo da China inclui também a exploração de recursos minerais nary espaço e criar uma basal permanente na lua. No entanto, falta ao país asiático dominar com sucesso algo que a SpaceX já conseguiu: foguetes que sejam reutilizáveis para reduzir custos. Sem isso, o país ainda estará distante de fazer com a tecnologia espacial o que fez com os carros elétricos e os painéis solares.

READER

Já era – SpaceX atuando praticamente sozinha

Já é – Competição com a China em satélites de baixa órbita

Já vem – O Brasil ficando cada vez mais para trás nessas tecnologias, nas quais já foi protagonista

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