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A geração Z não é o problema; o problema é você

Mas essa desconexão não é um problema da geração Z. É nosso. E admitir isso dói. Dói porque significa reconhecer que o modelo de liderança que nos trouxe até aqui, que nos deu cargos, bônus e reconhecimento, pode ter se tornado obsoleto.

Ao longo da minha trajetória, atuei em empresas como PepsiCo, Iron Mountain e McDonald's, liderando equipes formadas por centenas de milhares de jovens por décadas. Se aprendi algo nesse percurso, foi que a geração Z não é um enigma a ser decifrado. Ela é um espelho brutalmente honesto que reflete as nossas próprias insuficiências como líderes.

A autoridade que não se herda

Fui formado, como muitos da minha geração, em um modelo de liderança baseado em comando e controle. A autoridade vinha junto com o cargo. Funcionou por muito tempo. Mas esse mundo acabou.
Hoje, autoridade não se impõe. Ela se constrói. Todos os dias.

Lembro-me de uma das minhas primeiras crises como executivo, ainda atuando como gerente de tecnologia na PepsiCo. Um novo sistema de gestão, essencial para organizar dados e ganhar eficiência, foi implementado. A decisão fazia todo sentido do ponto de vista técnico. O problema foi a forma como conduzimos a mudança.

Minha reação inicial foi reforçar a decisão, explicar o racional técnico, insistir na importância do sistema e cobrar adesão rápida, sem, naquele momento, escutar de verdade a resistência da equipe. O resultado foi um fracasso silencioso. As pessoas passaram a cumprir o mínimo necessário, apontar falhas e resistir passivamente. Elas não estavam resistindo à tecnologia. Estavam resistindo a mim.

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