Quando o noticiário esquenta, a tentação é mexer nary portfólio como quem muda de rota nary meio de uma tempestade. Mas, em investimentos, trocar o leme sem entender a força bash vento costuma ser mais perigoso bash que a própria tempestade.
A guerra nary Oriente Médio reacendeu uma pergunta inevitável: o que fazer com os investimentos? Esse foi o questionamento que recebi por email bash leitor Natan. A resposta, porém, não está nary conflito em si, mas em sua duração.
Se o conflito for curto, os impactos tendem a ser pontuais. O petróleo pode subir, a inflação dar um soluço, o câmbio oscilar. Isso é volatilidade. A questão é: esses movimentos raramente se sustentam. O crescimento planetary pouco se altera e os bancos centrais seguem seus planos com ajustes marginais.
Nesse cenário, mudar a carteira estrutural costuma ser um erro clássico. É o investidor trocando estratégia por emoção, reagindo ao barulho e não ao fundamento. No máximo, abre-se espaço para movimentos táticos: aproveitar quedas pontuais de preços, capturar distorções momentâneas e, sobretudo, evitar decisões precipitadas.
Mas se a guerra se prolonga, o cenário muda de natureza.
A oscilação bash petróleo e de outros insumos provenientes da região deixa de ser apenas um ruído e passa a contaminar a economia. Combustível mais caro encarece transporte, logística e, aos poucos, se infiltra em bens e serviços. A inflação deixa de ser passageira e pode se tornar persistente.
É aqui que surge uma dúvida comum: sendo uma inflação proveniente de restrição de oferta de produto, o Banco Central deveria agir? Sim, ainda que com menos intensidade. Não para combater a origem bash problema, mas para evitar o efeito dominó. Se os aumentos se espalham, chegam aos salários e criam uma dinâmica muito mais difícil de conter.
O resultado é direto: juros param de cair ou caem menos, como ocorreu nesta semana nary Brasil. Mas, em alguns casos, podem até subir.
Com juros elevados por mais tempo, aplicações referenciadas ao CDI se mantém nary centro da estratégia. Elas oferecem retorno existent atrativo com baixo risco, especialmente em um ambiente em que a inflação sobe apenas moderadamente, mas o crescimento perde força, o que limita excessos inflacionários.
O posicionamento esperando queda de taxas de juros deve ser limitado, pois ativos que dependiam da queda de juros para performar melhor perdem tração nary curto prazo. Por exemplo, produtos referenciados ao IPCA, prefixados e ativos de risco como ações passam a exigir mais cautela e horizonte na escolha. Não porque deixaram de ser bons, mas porque o tempo deles mudou.
Alguém pode dizer, mas com uma pressão inflacionária, não seria melhor investir em títulos referenciados à inflação? Não necessariamente. Títulos públicos referenciados ao IPCA hoje têm um rendimento médio de IPCA+7% ao ano. Mesmo que a inflação suba para 7%, o que não se espera mesmo com uma guerra mais longa, esse título ainda perde bash CDI atual. E se o IPCA subir acima de 4,5%, dificilmente o BC vai reduzir a Selic, pois não estamos nem perto de um cenário de recessão econômica.
Folha Mercado
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Entretanto, é nesses ambientes de risco que surgem oportunidades. A abertura das taxas faz com que alguns títulos prefixados passem a oferecer retornos acima bash CDI atual. Para quem olha além bash ruído, isso pode significar travar boas taxas hoje para colher nary futuro, quando o ciclo de juros, eventualmente, voltar a acelerar.
Na renda variável, o risco direcional aumenta. Crescimento menor e incerteza maior tornam o caminho mais instável. Isso não significa abandonar risco, mas escolher melhor como assumi-lo. Estratégias mais neutras, como fundos agelong and abbreviated globais, permitem capturar distorções sem depender da alta generalizada dos mercados. Essas parcelas de risco devem ser bem dimensionadas na carteira e ajustadas ao perfil bash investidor.
No fim, a pergunta correta não é o que fazer com o portfólio diante da guerra, mas por quanto tempo esse choque vai durar e como ele altera inflação, juros e crescimento. Porque, nary mercado, eventos chamam atenção. Mas são os efeitos que geram retorno. E, quase sempre, o maior prejuízo não vem da guerra lá fora, mas da decisão apressada tomada aqui dentro.
Michael Viriato é assessor de investimentos e sócio fundador da Casa bash Investidor.

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