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A inflação é pé-frio para governantes

A guerra no Médio Oriente, iniciada por Trump e Netanyahu, não é algo só com efeitos circunscritos à região: ela afeta diretamente os bolsos de todos nós.

Pelo agora bloqueado estreito de Hormuz, passa um quinto do petróleo mundial e um quarto do gás natural. O impacto foi, como sabemos, imediato, fazendo disparar os preços dos combustíveis em todo o mundo. Encher o depósito de um carro custa hoje bastante mais do que no final de fevereiro.

A Agência Internacional de Energia disse que esta crise é a mais grave da história dos choques petrolíferos. E o problema agrava com a incerteza. Ninguém sabe quanto tempo este conflito e o bloqueio vão durar.

E isto cria problemas sérios para as economias, porque afeta diretamente o poder de compra dos consumidores e gera preocupação nos agentes econômicos.

É que os preços sobem, mas as receitas e os salários não esticam à mesma velocidade.

Para os governantes, a inflação é sinônimo de tensões sociais e popularidade em queda.

A história mostra – e o Brasil sabe-o bem! – como os períodos de elevada inflação têm impacto direto na imagem dos governos. Quando o preço de bens básicos sobe, o descontentamento cresce, e estudos mostram que isso tem reflexo nos índices de aprovação dos governantes.

Trump está aflito com este efeito, e para os políticos com eleições à porta, como é o caso de Lula da Siva, não são boas notícias.

No ano passado, a popularidade de Lula já despencou nas pesquisas devido à inflação dos alimentos, que virou o 'calcanhar de Aquiles' do governo. Agora, os economistas e o Banco Central já estão a subir as previsões da inflação.

Com eleições em Outubro, se a situação se agravar nos próximos meses, a coisa complica-se – e a avaliação negativa de Lula já está, segundo a Datafolha, nos 40%.

Na Europa, a inflação já disparou de forma muito alarmante, saltando de 1,9% em fevereiro para 2,5% em março. E a presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, até alertou que os efeitos do conflito estão a ser subestimados.

A esperança é que os países tenham aprendido alguma coisa com as respostas à última crise inflacionaria de 2021 e 2022. Veremos agora quem passa e quem não passa neste novo teste político.

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