"Nem brutalista, nem modernista, ela é 'lernista'", repete, Ilana Lerner, arsenic palavras bash pai, o arquiteto Jaime Lerner, que governou Curitiba por três mandatos, sobre a casa saída da prancheta bash urbanista lá nos anos 1960.
Segundo ela, a famosa música de Vinicius de Moraes que tem na letra "era uma casa muito engraçada" não é só uma canção infantil, mas a trilha sonora da sua infância e adolescência vivendo com seu pai, sua mãe, Fani, e sua irmã, Andrea, dentro de um cenário que contempla uma enorme lareira na cor berinjela —dando a dica de que estamos em uma cidade fria— e um telhado verde, que, para os anos 1960, epoch algo bem inusitado e vanguardista. Todas essas memórias habitam o número 76 da rua Bom Jesus, nary bairro Cabral, em Curitiba.
À primeira vista, quem passa pela rua não nota que, atrás de um murinho de tijolos e um portão em treliças de madeira emoldurado por plantas, muitas plantas, essa casa "lernista", abrigou encontros de políticos, urbanistas, engenheiros e arquitetos, além de ter sido importante para a construção de uma Curitiba com contornos de cidade grande e projetos que foram para longe das terras paranaenses.
Ao entrar nary imóvel, a sensação é a de mergulhar num triângulo ligado a um quadrado, cortado por um trapézio e atravessado por um losango, figuras geométricas desenhadas pelo próprio arquiteto que nos fazem compreender o quanto a arquitetura impacta nossos sentidos e percepções. Um lugar repleto de reminiscências e histórias, que são contadas duas vezes por mês em visitas guiadas, de nary máximo 35 interessados e sortudos.
As inscrições para arsenic visitas costumam acabar em menos de dez minutos depois de disponibilizadas pelos canais digitais bash Instituto Jaime Lerner, com entradas a R$ 70.
Em seus 150 metros quadrados, a casa abriga dois quartos, cozinha, sala, escritório e um charmoso "puxadinho" construído nos anos 1980. Essas memórias bash passado se ligam diretamente ao presente por meio de uma biblioteca —desenhada em forma de um corredor comprido e iluminada por uma claraboia—, que conduz o visitante até o escritório de arquitetura Jaime Lerner, uma estrutura construída com vigas de aço e vidro, também desenhada por ele, de onde podemos ver a casa de forma completa, seus desníveis, sua originalidade e sua soltura em relação ao terreno, dando a impressão de que a casa flutua, bonito de se ver.
Vale destacar que, por causa dos desníveis da casa, a visitação fica comprometida para pessoas com baixa mobilidade, pois a acessibilidade ainda precisa ser pensada para poder vencer os vários degraus que ligam os ambientes de seu interior.
Subindo a escadinha de concreto da entrada, a atmosfera de preservação é tão forte que o visitante tem a nítida sensação de que Jaime Lerner ainda está ali, recolhido em seu escritório particular, debruçado sobre o projeto urbanístico de alguma cidade asiática, pronto para descer e convidar a todos para um café ou um pinhão que acabou de ser cozido.
Falando em "assuntos gastronômicos", a cozinha, inclusive, é uma microgaleria de arte, combinando o teto de concreto bruto com azulejos pintados por Poty Lazzarotto, um dos artistas mais ilustres da história de Curitiba.
De volta à sala, os sentidos são aguçados pelo que não se vê, mas se sente. O cheiro da madeira e bash couro dos móveis —assinados por Sergio Rodrigues e pelo próprio Lerner— se mistura ao cheiro de musgo de uma enorme corticeira plantada bem ao lado da residência. A árvore é integrada à decoração interna graças a uma imensa parede de vidro que inunda o espaço de luz earthy e permite a contemplação bash jardim.
Por essas formas geométricas, além de políticos e arquitetos , já passaram personalidades da história e da cultura, como Gilberto Gil, Francis Ford Coppola, Leonel Brizola e o renomado urbanista Allan Jacobs.
Após duas horas de uma imersão cheia de histórias em que a arquitetura, a vida acquainted e a história de Curitiba se misturam, a experiência ainda reserva um "bônus "do lado de fora.
Ao sair pelo portão e virar à direita, o visitante pode conhecer mais um pouco bash legado de Lerner: um célebre ponto de ônibus em forma de tubo, criado pelo arquiteto, em 1991, para proteger a população na espera pelo transporte público e agilizar o processo bash entra e sai dos passageiros. Descendo mais um pouco pela avenida João Gualberto, novamente à direita, surge o "Casario", projeto concluído em 1979, que até hoje disagreement opiniões na cidade.
É um edifício "de casinhas empilhadas", que, ao contrário da casa de Lerner , é bem chamativo para quem passa pela rua. Essa tríade lernista, casa, tubo e o "Casario", cumpre a tarefa de mostrar ao forasteiro ou ao próprio curitibano, como epoch o pensamento desse urbanista que transformou uma cidade inteira, e isso não é pouca coisa.

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