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Ações da Meta saltam após reportagem da Reuters sobre planos de demissão em massa

16 Mar (Reuters) - As ações da Meta subiram 3% nesta segunda-feira, após reportagem da Reuters afirmar que a gigante das mídias sociais planeja demitir 20% ou mais de sua ​força de trabalho para compensar os altos investimentos em ​inteligência artificial.

Se a Meta chegar à cifra de 20%, os cortes serão os maiores desde a reestruturação do final de 2022 e início de 2023, apelidada de "ano da eficiência", que eliminou cerca de 21.000 ​empregos do grupo.

Depois de ficar ⁠para trás na ​corrida da IA, a Meta gastou muito nos últimos anos para ⁠recuperar o atraso, construindo centros de dados e travando ​uma guerra por talentos. A companhia espera investir até US$135 bilhões apenas em 2026, aproximadamente o dobro do desembolsado ano passado.

As despesas destinam-se a garantir a ‌capacidade de computação em nuvem necessária para ‌treinar e executar ​modelos de IA, e a Meta gastará até US$27 bilhões por esses serviços da Nebius, de acordo com um contrato assinado nesta segunda-feira.

Embora os gastos tenham impulsionado melhorias nas ferramentas de ‌anúncios da Meta e aumentado as receitas, ela ainda não lançou um modelo de IA que possa desafiar os líderes do setor, OpenAI, Anthropic e Google.

A Meta está trabalhando em um novo modelo chamado Avocado, mas o desempenho desse modelo também ficou aquém das expectativas.

Um corte de 20% na equipe pode representar cerca de US$6 bilhões em economia de custos, ou um aumento de 5% no lucro ajustado, disse Barton Crockett, analista da Rosenblatt Securities.

"Isso não precisa parar em 20%. Poderá ‌haver mais no futuro se a IA for realmente tão impactante na produtividade da equipe."

A Meta, cuja força de trabalho totalizava 79 mil pessoas no final de ​dezembro, disse na sexta-feira que a reportagem da Reuters "é especulativa sobre abordagens teóricas".

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As ações da empresa subiam 2,45% às 11h03 (horário de Brasília), cotadas ‌a US$627,76. Até o momento, o papel acumula queda de 7% este ano, depois de subir quase 13% em 2025.

IA E DEMISSÕES EM ALTA

As demissões em massa ligadas à ‌IA têm aumentado globalmente. As empresas anunciaram ‌mais de 61.000 cortes de pessoal ligados à IA, incluindo Amazon e Wisetech da Austrália, desde novembro.

O debate sobre a substituição ⁠de trabalhadores humanos pela IA se intensificou depois que o presidente-executivo da Block, Jack Dorsey, revelou no mês passado planos para demitir quase metade da equipe de sua empresa, dizendo que a tecnologia mudou "o que significa construir e administrar uma empresa".

Alguns analistas observaram que as demissões em massa ​também seguem um período de ​excesso de contratações nas empresas. O presidente-executivo da OpenAI, Sam Altman, disse no mês passado que algumas empresas estavam culpando a IA pelos cortes de pessoal que contrataram de qualquer maneira.

"A IA é um bode expiatório conveniente para cortes que poderiam ter acontecido de qualquer forma? Talvez. Mas acreditamos que o mercado perceberá rapidamente que as empresas estão usando a IA como camuflagem", disse Mark Shmulik, analista da Bernstein. Ele acrescentou que a Meta "provavelmente ⁠é a empresa estabelecida mais bem posicionada para se transformar em uma organização habilitada para IA", apontando ​para o sucesso de sua reestruturação pós-pandemia.

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