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Acordo Mercosul-UE pode tirar título da única champanhe brasileira

Afirma que demais produtos, como vinho do Porto brasileiro, não devem sofrer impactos negativos devido à perda de títulos. "É uma questão de adequação e de proteção das denominações e origens de cada país. [...] Vai chegar um momento em que o Brasil vai ter uma denominação específica em uma certa região e ele vai querer proteger ela da mesma forma", afirma Panizzi.

Sem incentivo público e ajuste tributário, produtores brasileiros perderão mercado para europeus, diz setor de vinhos e derivados. O Consevitis-RS destaca que o Brasil precisa classificar vinhos, espumantes e derivados como alimentos ou patrimônio nacional, a fim de incentivar a produção e o consumo, além de reduzir a carga tributária.

O nosso preço acaba sendo mais caro de produtos de qualidades comparáveis. Nosso produto é mais caro do que vem de fora e aí acaba com a nossa competitividade.
Daniel Panizzi, vice-presidente do Consevitis-RS (Instituto de Gestão, Planejamento e Desenvolvimento da Vitivinicultura do Estado do Rio Grande do Sul)

Europa incentiva esses produtos há anos, com alíquotas baixas e políticas próprias, o que os torna mais competitivos. O Consevitis também cita os vinhos de Argentina e Chile como exemplos de produtos que já entram no Brasil sem tarifas, além de uma carga tributária reduzida no local de origem, o que torna a concorrência mais difícil no mercado nacional.

Com ajuste interno, acordo deve ajudar produtores, diz associação. O Consevitis-RS afirma que com eventuais ajustes necessários, o pacto tenderá a aumentar a cultura de consumo do vinho no Brasil, além de fomentar exportações.

Estabelecimento Vinícola Armando Peterlongo, em Garibaldi (RS)
Estabelecimento Vinícola Armando Peterlongo, em Garibaldi (RS) Imagem: Reprodução/Divulgação/Peterlongo
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