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Afropunk: 'Estado ainda não entende a dimensão do festival', diz produtora

"Cultura e turismo andam de mãos dadas e é uma grana que gira majoritariamente para empreendedores e talentos negros da cidade".

Outro cenário local que impacta negócios da cultura, para além do Afropunk, está na relação entre poder público e eventos da cidade. Segundo Lavor, a iniciativa pública investe na produção de eventos próprios ao invés de criar mecanismos para que o ambiente de negócio seja saudável e viável para empreendedores da cultura que já trabalham na região.

Se a gente for falar um pouco do mercado de entretenimento, na Bahia especificamente, eu digo que é um mercado que está quebrado, porque a iniciativa pública virou produtora de evento, e não estou aqui dizendo que não tem que ter cultura gratuita, tem que ter sim, mas tem que ter um equilíbrio e tem que ter, em paralelo a isso, ação estruturante de mercado.Potyra Lavor

A falta de circulação de dinheiro e de apoio a fornecedores locais impede que grandes projetos beneficiem a economia baiana. "Tem tudo, mas em um mercado que não circula dinheiro ou quando chegam grandes projetos é todo mundo de fora, como é que você vai desenvolver mercado?", questiona.

Para Potyra, sem estrutura para novos empreendedores e estímulo ao público consumidor de cultura, o setor não se sustenta. A fundadora da IDW diz que para além de Salvador, a crítica atinge também o cenário nacional de quem trabalha com cultura.

Divã de CNPJ no UOL:


Novos episódios do videocast sobre empreendedorismo apresentado por Facundo Guerra ficam disponíveis às quintas no Canal UOL na TV, no YouTube e nas plataformas de áudio. Assista ao programa completo com Potyra Lavor, da DW Company:

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