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Agência de energia mundial corta previsão de avanço da oferta de petróleo

Em março, oferta deve cair 8 milhões de bpd, para 98,8 milhões de bpd, no menor nível desde o primeiro trimestre de 2022. "A guerra no Oriente Médio está criando a maior interrupção de oferta na história do mercado global de petróleo", disse a AIE, acrescentando que, no mês passado, o suprimento mundial cresceu 380 mil bpd.

Estreito de Hormuz permanece quase fechado. A rota vital por onde passa cerca de um quinto do petróleo transportado no mundo permanece efetivamente intransitável após ataques do Irã contra navios cargueiros e infraestrutura energética na região. Produtores importantes, como Kuwait e Iraque, começaram a cortar a produção. Já a Arábia Saudita tem redirecionado os fluxos para canais alternativos.

Do lado da demanda, a AIE cortou projeção de avanço global para este ano para 640 mil bpd, ante 850 mil bpd. A redução se deve às incertezas provocadas pelo conflito e pela consequente alta do petróleo, que pesam sobre o consumo. Apenas para março e abril, a agência reduziu sua previsão de avanço na demanda em cerca de 1 milhão de barris.

Ontem, AIE aprovou liberação de 400 milhões de barris de petróleo de reservas emergenciais. Os 32 países-membros da AIE decidiram, de forma unânime, liberar 400 milhões de barris de petróleo de suas reservas emergenciais para o mercado. Objetivo é enfrentar gargalos de fornecimento da principal fonte de energia da economia global. A medida foi anunciada após reunião extraordinária convocada pelo diretor-executivo da AIE, Fatih Birol, para avaliar o impacto do conflito sobre o abastecimento global. "Os desafios que enfrentamos no mercado de petróleo são sem precedentes em escala. Por isso, estou satisfeito que os países-membros tenham respondido com uma ação coletiva emergencial de magnitude inédita", disse Birol.

*Com agências.

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