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AIE prevê retomada, mas avalia que fluxo regular em Horrmuz levará meses

A AIE estima que a oferta global cairá 3,9 milhões de bpd em 2026, com parte relevante do suprimento retida no Golfo Pérsico, antes de se recuperar em 2027. Em maio, a produção global ficou 13,6 milhões de bpd abaixo dos níveis pré-guerra. As exportações dos produtores do Golfo recuaram 1,1 milhão de bpd e permaneceram quase 15 milhões de bpd abaixo do patamar de fevereiro.

Para 2027, a previsão é que a produção da Opep+ (Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados) aumente 5,5 milhões de bpd e que a oferta fora do grupo cresça 2,5 milhões de bpd, somando 8 milhões de bpd.

As exportações do Irã foram especialmente atingidas pelo bloqueio americano, com queda de 1,4 milhão de bpd, para apenas 230 mil bpd. Parte dessa perda foi compensada pela alta nas transferências de navio para navio no Golfo de Omã, rota frequentemente usada para mascarar a origem das cargas, com volumes avançando em maio e chegando a até 1,8 milhão de bpd no início de junho.

A redução dos estoques globais observados acelerou em maio, para 143 milhões de barris, elevando a média de retiradas desde o início do conflito para 3,8 milhões de bpd. Já os estoques governamentais da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) caíram 163 milhões de barris, ao menor nível desde dezembro de 1990, segundo a AIE.

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