O atentado aconteceu em meio a protestos que Noboa enfrenta por ter cortado subsídios que seguravam o preço do diesel. A medida, assinada em setembro, fez com que o combustível passasse de US$ 1,80 para US$ 2,80 por galão (de R$ 9,60 para R$ 15, na cotação atual).
O corte do governo irritou parte da população indígena, que trabalha com agricultura e pecuária. Apenas o setor de flores estima um prejuízo de US$ 1 milhão (R$ 5,3 milhões) por dia.
A Confederação de Nacionalidades Indígenas do Equador (Conaie) afirma que o aumento no preço do diesel atinge diretamente os trabalhadores do campo. Além disso, segundo a agência Reuters, críticos da medida afirmam que ela poderá provocar aumento no custo de vida.
Já o governo diz que o corte no subsídio é necessário para gerar uma economia de US$ 1,1 bilhão por ano (R$ 5,9 bilhões) aos cofres públicos. Para compensar o prejuízo de alguns setores, Noboa anunciou o pagamento de indenizações para pequenos agricultores e trabalhadores do transporte.
Logo após a medida entrar em vigor, na segunda quinzena de setembro, organizações indígenas iniciaram uma onda de protestos no país. As manifestações incluíram o bloqueio de rodovias em várias províncias do Equador.
Manifestantes protestam contra o aumento no preço do diesel no Equador, em 23 de setembro de 2025 — Foto: REUTERS/Karen Toro
Alguns atos resultaram em confrontos e foram marcados pela violência. Segundo dados oficiais e de ONGs, em três semanas os protestos um manifestante morreu e outras 150 pessoas ficaram feridas — incluindo civis, militares e policiais. Pelo menos 100 foram detidos.
No sábado (5), Noboa decretou estado de exceção por 60 dias em 10 das 24 províncias do Equador, citando “grave comoção interna”. O decreto menciona “paralisações e atos de violência que alteraram a ordem pública” e uma “radicalização” dos protestos.
No dia seguinte, a Conaie acusou o governo de responder “com repressão às demandas do povo” e afirmou que o estado de exceção “militariza os territórios indígenas”. Segundo a organização, a medida “agrava o risco de uso desproporcional da força e de detenções arbitrárias”.
O líder da Conaie, Marlon Vargas, afirmou que os manifestantes tomariam Quito se fosse preciso. Noboa respondeu dizendo que “ninguém pode tomar a capital de todos os equatorianos à força” e que “os que atuam como delinquentes serão tratados como delinquentes”.
O governo de Noboa classifica parte das manifestações como “atos terroristas” e ameaça os responsáveis com penas de até 30 anos de prisão. Sem apresentar provas, o presidente afirmou que há mafiosos infiltrados no movimento, incluindo membros da quadrilha venezuelana Tren de Aragua.
Daniel Noboa, presidente do Equador, é alvo de atentado em 7 de outubro de 2025. — Foto: X/Presidência do Equador
O ataque aconteceu quando o carro de Noboa chegava a um evento na província de Cañar, na região central do país. De acordo com a ministra de Energia, Inés María Manzano, o ataque foi promovido por uma multidão de cerca de 500 pessoas.
Manzano disse que o carro em que estava o presidente ficou com marcas de tiros. O grupo também atirou pedras. Pelo menos cinco pessoas foram presas.
“Atirar contra o carro do presidente, jogar pedras, danificar patrimônio do Estado — isso é crime”, disse Manzano. “Não vamos permitir isso.”
Um vídeo divulgado pela Presidência, gravado de dentro de um carro, mostra pessoas atirando pedras contra o veículo. Outra imagem mostra janelas quebradas e o para-brisa trincado.Veja abaixo.
Presidência do Equador divulga imagem de carro com as janelas quebradas após atentado em 7 de outubro de 2025. — Foto: X/ Presidência do Equador
Em comunicado, o governo informou que todos os presos serão processados por terrorismo e tentativa de homicídio. Segundo a ministra de Energia, uma denúncia formal de tentativa de assassinato contra Noboa foi registrada.
Após o ataque, em um evento estudantil, Noboa disse que o governo do Equador não vai tolerar ações do tipo.
Já a Conaie afirmou que a polícia e o Exército agiram brutalmente contra pessoas que estavam na região por onde passava o carro de Noboa. A organização disse que mulheres idosas participavam da manifestação e que cinco pessoas foram detidas "arbitrariamente".

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5 meses atrás
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