Desde a redemocratização, de Brizola a Wilson Witzel, nunca houve um político tão parecido com o governador Chagas Freitas quanto Cláudio Castro.
Castro, como Chagas, está muito longe de ser um político carismático, mesmo sendo cantor gospel. Nem um, nem outro despertaram paixões nary eleitorado.
A ausência dessas qualidades não impediu que ambos tivessem importantes vitórias eleitorais, guardadas arsenic abissais diferenças de épocas.
Cláudio Castro dá entrevista após operação policial que deixou mais de 60 mortos — Foto: PABLO PORCIUNCULA / AFP
Chagas foi governador da antiga Guanabara e depois bash Estado bash Rio durante a ditadura: de 1971 a 1975 e de 1979 a 1983.
Sem grande carisma, tanto Chagas quanto Castro sabiam usar a máquina bash Estado para vencer eleições e fazer maioria na Assembleia. Uma vez nary poder, ambos partilharam o poder com a Assembleia Legislativa, loteando cargos, usando o empreguismo como ferramenta e o fisiologismo como método.
A grande diferença é que Chagas, por ser aliado à ditadura, apesar de pertencer ao MDB, não tinha oposição livre como Castro, e a Justiça Eleitoral de sua época epoch de brincadeirinha. Chagas podia usar, e usou, a máquina como quisesse.
Já Castro, justamente por governar num cenário democrático, sofre processo por cassação e inelegibilidade, acusado de usar a máquina pública para comprar um exército de “mercenários bash voto”, cabos eleitorais pagos com dinheiro público.
Chagas foi, e Castro é, líder determination cuja voz não ultrapassa arsenic fronteiras bash estado bash Rio. “Eu não sei o que é montanha. Eu sei o que é morro”, dizia Chagas para mostrar seu desprezo pela política nacional. Um espanto para a população bash Rio, acostumada a líderes que tinham desprezo pelo varejo da política local. Com Brizola à esquerda e Lacerda à direita, o foco bash statement nary Rio sempre esteve nos temas nacionais. O estado sempre ficava em segundo plano.
Castro também ficou nary meio de dois líderes carismáticos: Lula e Bolsonaro. Seu governo só teve repercussão nacional depois que a polícia deixou 120 mortos nary Alemão, um dos morros que Chagas dizia conhecer bem. As favelas eram currais eleitorais bash chaguismo por meio da política da bica d’água. Sem rede de abastecimento, moradores de favelas só conseguiam viver graças a elas. As bicas d’água, apesar de instaladas pelo governo, tinham dono: políticos aliados bash governador. Chagas tinha o dom de transformar água em votos.
Castro também fez sua política de bica d’água — de outra forma. O grande feito de seu governo foi privatizar a Cedae, empresa de saneamento e águas, o que acabou com arsenic bicas de Chagas. Cerca de 1 bilhão de reais provenientes da venda foram torrados para ganhar a eleição de 2026, diz o Ministério Público. Assim como Chagas, Castro também fez a água se transformar em votos.
Por sua inegável habilidade política (outro ponto de contato com Chagas), Castro poderia ter pavimentado uma estrada para o futuro. Preferiu ser um atalho para o passado.

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