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Analistas: Petróleo pode chegar a US$ 150; cresce pressão sobre Petrobras

"Caso esse cenário de preço permaneça ao longo de todo o ano, aumentaria a inflação global de 2,5% pra 3,2%, contra a meta de 2% dos bancos centrais. Dificultaria muito o cenário de corte de juros, incluindo os nossos", avalia Bruno Pascon, da CBIE (Centro Brasileiro de Infraestrutura) Advisory.

PRESSÃO SOBRE O BANCO CENTRAL

Alguns economistas já preveem um corte menor na próxima reunião do Comitê de Política Monetária em meados de março. O Boletim Focus dessa manhã já mostra aumentou previsão para a taxa Selic no final do ano de 12% para 12.13%.
Em entrevista ao "Mercado Aberto", do UOL, o professor de Economia do Insper, Roberto Dumas, citou a mudança do cenário geopolítico: "Não vai ser uma guerra de quatro anos, mas tb não será de quatro semanas. E os Estados Unidos não vão colocar um fantoche no governo do Irã como fizeram na Venezuela. Dos 20% de petróleo que passam pelo Estreito de Ormuz, 83% vão para a Ásia: Japão, Coréia do Sul e China. O continente asiático é um continente exportador. Vai faltar produto para exportar", comenta.

SAFRA MAIS CARA NA AGRICULTURA

O aumento do preço do diesel e dos fertilizantes impacta também na agricultura, segundo José Roberto Mendonça de Barros, economista e fundador da MB Associados. "Os preços de fertilizantes já subiram desde que a guerra começou, há 10 dias, principalmente os nitrogenados. No Brasil, a safra de grãos já foi. As consequências para a nossa agricultura brasileira serão sentidos mais para frente, em setembro, outubro. Já nos Estados Unidos e no hemisfério Norte, será uma pancada nos custos da agricultura, porque o plantio começa em abril", diz. "E com esse tamanho de aumento no preços do petróleo, o repasse pela Petrobras será absolutamente necessário", avalia.

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