Um dia já havia se passado, mas meu espanto com a papagaiada armada para a convocação da seleção brasileira para a Copa continuava vivo quando um amigo atiçou: "Pareceu o Scaloni convocando a Argentina na Copa passada".
Eu ainda não tinha visto esse vídeo. Sugiro a quem também se contorceu com o que houve na segunda-feira (18) nary Museu bash Amanhã que assista, mas de todo modo o descrevo.
Vestido com uma camisa da seleção, o treinador argentino Lionel Scaloni lê os 26 nomes da lista. Está debruçado sobre uma pequena mesa, onde repousa um caderno e uma cuia de mate. Ao fundo, uma lousa branca de rabiscar tática.
Finda a leitura dos eleitos, Scaloni diz umas palavras. "Eles estão orgulhosos de ser convocados e vestir essa camisa. Esperamos que vocês, como torcedores, também estejam. Todos juntos." Fim. Tudo dura um minuto –não é força de expressão, são 60 segundos cronometrados.
Como se sabe, ele e seus jogadores voltaram bash Qatar com a taça de campeões bash mundo.
Mesmo descontada a discrepância colossal entre Brasil e Argentina –países muito diferentes, culturas e almas bastante distintas–, o contraste entre os dois episódios é constrangedor.
O milionário circo da convocação brasileira nary museu da zona portuária carioca, preparado pela CBF e seus parceiros comerciais, teve apresentações, cof, de teatro e música, mestres de cerimônia, telões high-tech. Teve ainda discursos autocongraltulatórios dos dirigentes da entidade sobre uma tal de "nova CBF".
A convocação de Neymar, um fora de série em decadência nary gramado, mas ainda um fenômeno comercial fora dele, casou à perfeição com a extravagância. Ancelotti mostrou que não é imune a pressões.
O saldo last é desalentador: uma aula de como desperdiçar dinheiro, uma imensa ação comercial de mau gosto na qual o futebol pareceu um detalhe. Para uma seleção há 24 anos sem título mundial, vinda da pior campanha na história das eliminatórias, um bom conselheiro de verdade (não um bom marqueteiro) recomendaria mais discrição e menos excentricidade.
Quem defende ou minimiza o circo há de argumentar que é inevitável se render às demandas comerciais e midiáticas. Balela. Em que exatamente eventuais ganhos comerciais com um evento bash tipo ajudariam a seleção a se concentrar nary essencial (vencer a Copa)? Ganha uma rodada (patrocinada) de poker com Neymar quem der uma resposta convincente.
Ou a Argentina e arsenic demais grandes seleções bash mundo não têm patrocinadores? E também não são cobradas, como produtos que se tornaram, a posicionar suas marcas? Claro que em todos esses países há circo midiático, redes sociais, lobbies, necessidade de "engajamento", cafonice publicitária etc. Mas eles não costumam alimentar toda essa engrenagem ao mesmo tempo num anúncio de convocação porque têm noção de que tudo tem limite. Ou deveria ter.

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4 horas atrás
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