
Crédito, Divulgação
- Author, Redação
- Role, Da BBC News Brasil em Londres
Published Há 18 minutos
Tempo de leitura: 3 min
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento de um lote da água mineral sem gás Crystal após a identificação da bactéria Pseudomonas aeruginosa em amostras do produto.
A medida foi publicada nesta quarta-feira (3/6) e afeta exclusivamente o lote LZ1 VAL200127, fabricado pela Mineração Bom Jesus Ltda. em Luziânia, Goiás.
Segundo a fabricante, o lote reúne cerca de 374,4 mil garrafas de 500 ml que foram distribuídas no Distrito Federal, em cidades vizinhas de Goiás, no Tocantins e no interior de São Paulo. A maior parte das unidades foi enviada ao Distrito Federal, que recebeu mais de 230 mil garrafas.
A contaminação foi descoberta durante uma ação rotineira de monitoramento da Vigilância Sanitária do Distrito Federal. Uma amostra da água foi encaminhada ao Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen-DF), que identificou a presença da bactéria.
O resultado foi posteriormente confirmado em um teste de contraprova, procedimento previsto pelos protocolos do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária.
Após a confirmação, a Diretoria de Vigilância Sanitária do Distrito Federal determinou a interdição local do lote e comunicou o caso à Anvisa, que publicou a resolução informando o recolhimento voluntário do produto.
A Pseudomonas aeruginosa é uma bactéria amplamente encontrada no meio ambiente, incluindo solo e água. Sua presença em água mineral engarrafada é considerada uma não conformidade sanitária porque pode indicar falhas nos processos de captação, tratamento, envase ou controle de qualidade do produto.
Apesar da identificação da bactéria, a fabricante informou à Anvisa que não havia recebido reclamações de consumidores relacionadas ao lote afetado até o momento da divulgação da medida. A empresa também afirmou ter iniciado imediatamente o recolhimento do produto junto às distribuidoras e estimou que cerca de 99,2% das unidades já haviam sido retiradas do mercado ou não estavam mais disponíveis para venda.
A orientação para consumidores é verificar se possuem em casa unidades do lote LZ1 VAL200127, fabricado em 20 de janeiro de 2026 e com validade até 20 de janeiro de 2027.
Quem tiver garrafas desse lote não deve consumi-las e deve aguardar as orientações da empresa para devolução e reembolso.
Além do recolhimento, a resolução da Anvisa impede a comercialização, distribuição e uso das unidades afetadas. A agência ressaltou que, até o momento, as evidências apontam para uma ocorrência restrita ao lote identificado e que a investigação continua em andamento.
A fabricante informou ainda ter apresentado à Anvisa documentos sobre uma investigação interna para apurar as possíveis causas da contaminação e afirmou estar colaborando com as autoridades sanitárias.

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