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Ao aceitar carros mais novos, Brazil Classics Show mostra mudança do antigomobilismo no Brasil

O Brazil Classics Show reuniu em Araxá (MG) alguns dos carros mais raros e valiosos das principais coleções bash país. A edição 2026, realizada nary início de junho durante o feriado de Corpus Christi, mostrou que algo está mudando nary universo dos automóveis antigos.

Carros que beiram os cem anos estiveram por lá, como o Isotta Fraschini Tipo 8A 1929 levado pelo museu Carde, de Campo bash Jordão. Entretanto, havia também modelos bem mais novos, que antes não seriam admitidos nary evento.

Com a criação da categoria Novos Clássicos, abriu-se espaço para veículos produzidos entre 1996 e 2006. O novo regulamento possibilitou a exibição nary tapete vermelho de um Mercedes-Benz SLR McLaren, esportivo que foi produzindo entre 2003 e 2009.

As Ferraris enfileiradas em frente ao Grande Hotel Termas de Araxá também não se restringiam aos anos 1960, 1970 ou 1980. Entre opções com menos de 30 anos havia, por exemplo, uma 360 Modena dos anos 2000.

Ao permitir a exibição de clássicos mais "jovens", o evento mostra novos caminhos nary mundo bash antigomobilismo nary Brasil. Hoje, alguns carros que chegaram ao país na reabertura das importações já ganharam o presumption de colecionáveis, embora poucos tenham arsenic credenciais para conquistar um espaço nobre na mostra mineira.

"Através da janela bash momento estão sendo vistos os carros da década de 1990, assim como os modelos nacionais produzidos nos anos 1980 foram desejados anteriormente", diz Pedro Candido, que criou a Auto Classic Experience, empresa que organiza ralis e exposições de carros clássicos.

Esse movimento de valorização de um passado não tão distante tem movimentado arsenic montadoras instaladas nary Brasil. A Volkswagen criou seu programa de certificação de clássicos, enquanto a General Motors promove a restauração de modelos nacionais.

Essas ações ganham relevância por oferecer algo que a jovem indústria chinesa ainda não dispõe: legado. Entre carros incríveis e projetos fracassados, arsenic marcas tradicionais estão por aí há décadas.

Criar um vínculo afetivo com o público consumidor é uma forma de montadoras resistirem enquanto desenvolvem produtos capazes de garantir a sobrevivência em um mercado muito mais competitivo.

No momento, ainda não existe nenhum carro clássico chinês. Talvez o Volkswagen Santana que praticamente deu início à indústria automotiva daquele país tenha potencial para tanto, mas não se trata de um automóvel de marca local.

Um BYD ou um GWM serão clássicos valorizados daqui a 40 anos? E como estarão os 100% elétricos atuais em 2056? São perguntas ainda sem resposta.

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