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Apertem os cintos: a comida e a bebida encolheram

Ainda segundo a Abrasel, mais da metade dos donos de bares e restaurantes notou queda no volume de pedidos de pratos principais.
No caso das sobremesas, o índice sobe para 65%.
Sabe o que aumentou? O número de pessoas dividindo um prato principal: cresceu 64%.

Reparam que nos últimos meses multiplicaram pela cidade o fenômeno dos restaurantes que fazem 'pratinhos para dividir'?
Sabe aquele jantar descolado onde o garçom recomenda de quatro a cinco pratinhos para duas pessoas, a conta sai salgada e você ainda volta com fome para casa?
Você acabou de jantar num restaurante calibrado para o apetite de quem usa caneta.

Alguns estabelecimentos, ao menos, estão jogando limpo e deixando claro na comunicação a redução no tamanho do prato.
O restaurante Nou, com três unidades em São Paulo, passou a oferecer alguns de seus pratos em versão 30% menor.
O filé mignon com presunto cru pode ser pedido em tamanho "mignon" de verdade: custa R$95, em vez dos R$123 do prato normal.

E tem o que pode ser o apogeu da criatividade brasileira nesse cenário: o Santo Mar, com unidades na zona leste e norte de São Paulo, batizou sua promoção de quarta-feira de "Quarta do Mounjaro e do Bariátrico".
Quem trouxer a apresentação de receita médica ganha 30% de desconto no rodízio de frutos do mar.

Fora do Brasil, o fenômeno já chegou às mesas mais estreladas do mundo.
O britânico The Fat Duck, que ostenta três estrelas Michelin, ganhou uma versão enxuta do seu famoso menu degustação, batizada de Mindful Experience.
O menu original custa £350. A versão compacta sai por £275.
Uma curiosidade é que seu renomado chef, Heston Blumenthal, é adepto das canetas emagrecedoras.
Após perder mais de 9 quilos, ele disse que o remédio o tornou mais consciente sobre como a fome funciona.

Mas não é apenas o apetite que as canetas diminuem.
A sede também -- de álcool, no caso.

O Caso Bar, na região de Pinheiros, recentemente repaginou seu cardápio de coquetéis e introduziu os "baby drinks".
São versões reduzidas de clássicos como martini e negroni.
Custam R$ 25, vêm gelados, direto do freezer, em tacinhas de cristal, sem espaço sequer para um gelo.

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