Trump afirmou que a movimentação ocorre pela rota sul do canal, o trecho mais afastado do território iraniano, perto de Omã e da Arábia Saudita.
O Irã, que controla, na prática a maior parte do trânsito por Ormuz, ainda não havia confirmado a informação até a última atualização desta reportagem.
➡️ O acordo foi anunciado no domingo (14) por todas as partes, após mais de três meses de guerra. O texto será assinado na sexta-feira (19), em uma cerimônia em Genebra, na Suíça, segundo o Paquistão, que mediou nas negociações.
Trump nega pedágio, mas Irã fala em 'taxa'

Paquistão anuncia acordo de paz na guerra entre Estados Unidos e Irã
No domingo (14), em entrevista ao jornal "The New York Times", Trump disse que o acordo assinado entre Estados Unidos e Irã prevê que não haverá cobrança de pedágio no Estreito de Ormuz. No entanto, o Irã afirmou nesta segunda que passará a cobrar uma 'taxa por serviço' de navios que cruzarem o estreito.
Na entrevista, Trump disse que o acordo prevê a isenção permanente de qualquer pedágio em Ormuz, como o Irã havia sugerido durante o conflito. Nesta segunda, no entanto, o Ministério das Relações Exteriores iraniano anunciou que haverá "taxas de serviço marítimo".
👉 O Irã, cujo território margeia a maior parte do Estreito de Ormuz, controla, na prática, o trânsito pelo canal, por onde circulam navios transportando cerca de 20% do petróleo e gás consumidos no mundo.
O governo norte-americano ainda não havia se manifestado sobre a taxa anunciada pelo Irã até a última atualização desta reportagem.
Trump diz ter salvado Israel 'de ataque nuclear'
Na entrevista ao The New York Times, Trump afirmou ainda que os presidentes da China, Xi Jinping, e da Rússia, Vladimir Putin, ajudaram na resolução do acordo de paz com o Irã.
Ele agradeceu aos líderes dos dois países, mas criticou o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. Trump afirmou que, "apesar das objeções do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu a acordo, salvei Israel da destruição nuclear" — o norte-americano tem mostrado sinais de irritação com Netanayhu por conta dos ataques de Israel ao Líbano e disse que os dois, inclusive, chegaram a travar uma discussão acalorada ao telefone na semana passada.
O presidente norte-americano disse ainda que, caso o Irã não assinasse um acordo, ele se tornaria uma espécie de "guardião do Oriente Médio", capturando 20% das receitas geradas na região.
Donadl Trump ao lado de Melania Trump na Casa Branca, em 13 de junho de 2026. — Foto: Evan Vucci / Reuters

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