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Após decisão contra Trump, brasileiros calculam impacto de nova taxa de 15%

Automóveis e peças automotivas também seguem sendo taxados em 25%. Essa alíquota também não segue a Ieepa e não está contemplada com a decisão de sexta-feira, observa Matos.

Setor de máquinas deixa de ser taxado em 50% e passa a pagar 15%, diz entidade. Em vídeo divulgado à imprensa, José Velloso, presidente-executivo da Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos), observa que o Brasil foi o país que mais ganhou com a decisão da Suprema Corte. Porém, o setor de máquinas ainda sente "insegurança" por conta de um processo ainda em andamento nos EUA contra o Brasil com base em outra seção, a 301, que permite retaliar práticas comerciais consideradas desleais por outros países, após investigação do USTR (United States Trade Representative) - o Escritório do Representante Comercial dos EUA.

Na nossa opinião, o desfecho desse julgamento não será técnico. Ele será político. Então, se o Brasil vier a perder lá para maio ou junho, quando deve sair o resultado final, os EUA poderão colocar uma tarifa alta contra nós, inclusive, pode até voltar aos 50%. Então, o exportador brasileiro ele tem essa insegurança. Nós não sabemos. Eu posso embarcar um produto hoje aqui no Brasil e levar 45 dias para chegar aos EUA e a gente não sabe que, quando chegar lá, qual será a tarifa. Por isso, a importância da reunião de cúpula entre o presidente Lula e o presidente Trump na Casa Branca agora no mês de março, que ela tenha sucesso. José Velloso, presidente-executivo da Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos)

Café solúvel deixaria de pagar 50% e passaria a ser cobrado em 15%. A informação é do diretor-geral do Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil), Marcos Matos. Já o café verde e o café torrado "provavelmente" seguem sem taxação, disse o dirigente.

Já o setor de pesca espera que a taxa baixe para 15% para retomar crescimento. O setor foi taxado em até 50%, o que afetou diretamente a produção, segundo Eduardo Lobo, presidente da Abipesca (Associação Brasileira das Indústrias de Pescados). "Estamos animados, otimistas, mas cautelosos com outras taxas e tarifas, mas se ficar em 15% a taxa de importação de pescado do Brasil para os EUA, conseguiremos retomar nosso crescimento e mais de 5 mil postos de trabalho serão retomados", disse Lobo.

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