Acionar a polícia, registrar um boletim de ocorrência, solicitar medida protetiva e encontrar apoio psicológico: tudo isso é possível hoje pelo celular. Uma série de aplicativos gratuitos, desenvolvidos por governos estaduais, órgãos públicos federais e organizações da sociedade civil, colocam ferramentas de proteção nas mãos de mulheres em situação de violência doméstica ou risco iminente. Alguns atendem usuárias de estados específicos; outros têm alcance nacional. O TechTudo reuniu os principais, explica como cada um funciona e onde baixar.
Aplicativos gratuitos para Android e iOS oferecem desde botão de pânico até mapa de delegacias e orientação jurídica para mulheres em situação de risco — Foto: Reprodução/Governo de SP Rede Mulher (Rio de Janeiro)
O Rede Mulher foi desenvolvido pela Polícia Militar do Rio de Janeiro e está disponível para Android e iOS — Foto: Reprodução/Google Play Store Criado pelo governo do estado e desenvolvido pela Polícia Militar do Rio de Janeiro, o Rede Mulher foi lançado em outubro de 2022 e é voltado para mulheres vítimas de violência doméstica residentes ou não no estado. Com o app, é possível solicitar o serviço 190 da PM em emergências, acionar familiares e amigos por ajuda, se conectar a centros especializados, localizar delegacias da mulher próximas, realizar registro de ocorrência pela Delegacia Online e dar entrada em medida protetiva pelo TJ-RJ.
O aplicativo é diretamente vinculado à Central 190 e ao sistema da PM-RJ. Ao baixar o app, a mulher faz um cadastro prévio e, caso o botão de emergência seja acionado, a polícia consegue rastrear sua localização pelo GPS do celular. Uma das funcionalidades mais importantes é o modo camuflado: ao ser ativado, o app muda de aparência para que somente a usuária possa acessá-lo por meio de login e senha, uma proteção extra para quem vive com o agressor. Recentemente, a Defensoria Pública do Estado do RJ passou a integrar o app, com um botão exclusivo que permite às mulheres serem direcionadas instantaneamente para atendimento jurídico gratuito e agilizar pedidos de medidas protetivas de urgência.
SP Mulher Segura (São Paulo)
O SP Mulher Segura, lançado em março de 2024, já acumulou mais de 45 mil usuárias e 9,6 mil acionamentos do Botão do Pânico — Foto: Reprodução/Google Play Store O aplicativo SP Mulher Segura foi criado pela Prodesp em parceria com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo. Disponível para Android e iOS, a ferramenta permite registrar boletins de ocorrência remotamente, 24 horas por dia, sem necessidade de deslocamento. O botão do pânico, voltado a mulheres com medida protetiva, ao ser acionado, envia a solicitação de socorro automaticamente ao Copom, que despacha a viatura mais próxima por georreferenciamento.
Um recurso que distingue o app dos demais é o cruzamento de dados por tornozeleira: o aplicativo cruza os dados de localização da vítima e do agressor monitorado. Se identificada aproximação, o Copom é acionado e uma viatura é despachada, protegendo a mulher não só em casa, mas também durante deslocamentos. Atualmente, o aplicativo tem 45.700 usuárias e já registrou 9.600 acionamentos do Botão do Pânico com envio imediato de policiais por georreferenciamento. O acesso exige login pela conta Gov.br.
Abrangência: Estado de São Paulo | Disponível em: Android e iOS | Download: Google Play e App Store
Proteção Mulheres (Alagoas)
Desenvolvido pelo Ministério Público de Alagoas, o app Proteção Mulheres facilita o envio e o acompanhamento de denúncias de violência doméstica no estado — Foto: Reprodução/Google Play Store O Proteção Mulheres é uma ferramenta do Ministério Público do Estado de Alagoas para enviar e acompanhar denúncias de violência doméstica. O app orienta e apoia mulheres em situação de violência doméstica e facilita o acesso à rede institucional, com direcionamento para as delegacias especializadas do estado. Embora seja uma iniciativa regional, o aplicativo serve de modelo para iniciativas similares em outros estados e destaca-se pela integração direta com o Ministério Público, o que agiliza o encaminhamento jurídico dos casos.
Abrangência: Estado de Alagoas | Disponível em: Android | Download: Google Play
: O PenhaS, do Instituto AzMina, tem alcance nacional e inclui o Manual de Fuga, com 130 orientações práticas para mulheres em situação de violência — Foto: Reprodução/Google Play Store Desenvolvido pelo Instituto AzMina e com alcance nacional, o PenhaS é um dos apps mais completos em termos de acolhimento e informação. Permite o cadastro de qualquer pessoa engajada no enfrentamento à violência contra a mulher. Mulheres cis e trans têm ferramentas exclusivas, como o Botão de Pânico, a produção de provas em áudio e o Manual de Fuga.
O Manual de Fuga, lançado em março de 2023, abrange todas as modalidades de violência previstas pela Lei Maria da Penha, física, sexual, psicológica, moral e patrimonial. A ferramenta automatizada tem 130 instruções para ajudar a vítima a traçar uma rota de fuga para deixar um local ou uma situação de risco. O app também conta com atendimento profissional e personalizado com especialistas no enfrentamento à violência de gênero, feed para compartilhamento de relatos (inclusive de forma anônima) e mapa de pontos de apoio com delegacias e equipamentos da rede pública em todo o Brasil.
Abrangência: Nacional | Disponível em: Android e iOS | Download: Google Play e App Store
O SOS Maria da Penha conecta vítimas a "guardiões" cadastrados e, para mulheres com medida protetiva, oferece canal direto com a Guarda Municipal ou a Polícia Militar — Foto: Reprodução/Google Play Store O SOS Maria da Penha foi criado para proporcionar segurança de maneira prática e eficiente. Com apenas um clique, as usuárias podem acionar seus "guardiões", pessoas de confiança cadastradas no aplicativo, que são imediatamente notificadas via SMS. Para mulheres que possuem medidas protetivas, o aplicativo oferece um canal direto com as autoridades, como a Guarda Municipal ou a Polícia Militar, dependendo da localização.
O diferencial do app está em ir além da proteção emergencial. O SOS Maria da Penha também oferece o "violentômetro", o "assediômetro", podcasts e cursos, além de suporte psicológico e jurídico e uma plataforma para acesso a vagas de emprego. Desenvolvido pela empresa sergipana 3Tecnos, o app já está sendo adotado por prefeituras em diferentes estados, com expectativa de expansão para todo o território nacional.
Abrangência: Nacional (implementação municipal progressiva) | Disponível em: Android e iOS | Download: Google Play e App Store
O Botão do Pânico registra a ocorrência como prioridade máxima e aciona socorro com um único toque — Foto: Reprodução/Google Play Store O Botão do Pânico é uma solução dedicada a situações de risco iminente. Com um simples toque no ícone vermelho, a usuária aciona ajuda imediata, registrando a ocorrência como de alta prioridade. Disponível para todos os dispositivos móveis, o aplicativo é uma ferramenta crucial para mulheres que precisam de assistência rápida em momentos de perigo. Vale destacar que o recurso de "botão do pânico" também está presente como funcionalidade dentro de outros apps desta lista (como o Rede Mulher, o SP Mulher Segura e o PenhaS) podendo ser a opção mais adequada para quem prefere um app dedicado exclusivamente a essa função.
Abrangência: Nacional | Disponível em: Android e iOS | Download: Google Play e App Store
Disque 180: o canal nacional de denúncias
O Ligue 180 não é um aplicativo, mas é o principal canal público federal para denúncias, orientação e acolhimento de mulheres em situação de violência. O serviço é gratuito, sigiloso, funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana, inclusive feriados, e oferece atendimento em quatro idiomas, atendendo tanto mulheres que estão no Brasil quanto brasileiras residentes no exterior.
Entre janeiro e outubro de 2025, foram realizados 877.197 atendimentos, uma média de 2.895 por dia. No período, o Ligue 180 registrou 126.455 denúncias de violência contra mulheres, em 66% dos casos, a denúncia foi feita pela própria vítima.
Enviando uma mensagem para o número (61) 9610-0180 ou acessando o link "wa.me/556196100180" (sem aspas), as pessoas podem se comunicar com o serviço pelo WhatsApp. O atendimento por aplicativo é realizado por uma atendente virtual chamada Pagu, em homenagem à escritora e ativista Patrícia Rehder Galvão. Também é possível acionar o serviço pelo e-mail central180@mulheres.gov.br ou por videochamada em Libras, para mulheres surdas ou com deficiência auditiva.
Abrangência: Nacional e internacional | Acesso: Telefone 180, WhatsApp (61) 9610-0180, e-mail central180@mulheres.gov.br
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