Expectativa para o Focus é de queda lenta da inflação e PIB fraco em 2026
- O Banco Central divulga hoje à tarde o relatório Focus, pesquisa semanal com projeções de analistas e instituições financeiras para os principais indicadores da economia brasileira.
- A expectativa é de que o mercado mostre um quadro de queda da inflação gradual: as projeções para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de 2026 devem recuar levemente, mas seguem acima da meta de 3%. Para o crescimento econômico, o cenário é de PIB (Produto Interno Bruto) travado perto de 1,8%, um ritmo ainda modesto.
- Três pontos concentram a atenção dos investidores: se as projeções de inflação continuam caindo, se o mercado começa a antecipar cortes mais agressivos na Selic e se as estimativas para o PIB ganham fôlego ou permanecem estagnadas.
IBC-Br de dezembro mostrará retração na atividade econômica
- O Banco Central divulga amanhã o IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central) de dezembro, com expectativa de queda de 0,6% em relação a novembro. O indicador, calculado a partir de dados de agropecuária, indústria, serviços e impostos, funciona como uma prévia do PIB e é acompanhado de perto pelo mercado para ajustar projeções de crescimento.
- A queda esperada reforça a leitura de perda de fôlego da economia no fim de 2025, após meses mais fortes ao longo do ano. Na comparação anual, porém, o crescimento ainda deve se manter na faixa de 2% a 4%, o que aponta para desaceleração, não para recessão.
PNAD do 4º trimestre deve confirmar desemprego historicamente baixo
- O IBGE divulga na sexta-feira a Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua do quarto trimestre de 2025, com expectativa de que a taxa de desemprego se mantenha em patamar historicamente baixo.
- Um mercado de trabalho aquecido, com desemprego reduzido e renda real em alta, tende a sustentar o consumo das famílias, especialmente em serviços e setores ligados à massa salarial, que vêm garantindo fôlego à atividade mesmo com juros em nível restritivo.
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Produção industrial e ata do Fed reforçam cenário de cautela nos EUA
- Os EUA divulgam hoje os dados de produção industrial de janeiro e a ata da última reunião do FOMC (Comitê Federal de Mercado Aberto), documentos que devem reforçar a leitura de uma economia em desaceleração gradual, sem sinais de ruptura.
- A produção industrial vinha encerrando 2025 com crescimento anual de cerca de 2%, após meses de recuperação discreta. A capacidade instalada segue em torno de 76%, cerca de 3 pontos abaixo da média histórica, o que indica que a indústria americana opera com folga -- e, portanto, sem gerar pressão significativa de custos via gargalos produtivos. O cenário é compatível com um soft landing: demanda ainda razoável, especialmente em bens de capital, mas sem sinais de superaquecimento.
- Já a ata do FOMC deve confirmar o tom de "pausa avaliativa" adotado pelo Fed após os cortes de 2025. O mercado espera que o documento sinalize um ritmo bem mais lento de novos cortes em 2026, condicionado à trajetória da inflação e ao comportamento do mercado de trabalho. A combinação de indústria rodando abaixo do potencial e juros elevados mantém o dólar firme e limita o apetite por risco nos mercados emergentes, incluindo o Brasil.
EUA divulgam inflação do PCE, PIB e confiança do consumidor na sexta
- Os Estados Unidos concentram na sexta três indicadores relevantes para o debate sobre juros americanos. O principal é o relatório de Renda e Gastos Pessoais de janeiro, divulgado pelo BEA (Bureau of Economic Analysis, agência do governo americano que mede a atividade econômica) às 8h30 (horário de Brasília). O documento traz o deflator do PCE (Personal Consumption Expenditures, índice de preços preferido do Federal Reserve para monitorar a inflação). O Fed usa o PCE, e não o CPI, mais conhecido, porque o índice tem escopo mais amplo e capta melhor mudanças no comportamento de consumo ao longo do tempo.
- Junto ao PCE, sai também a primeira estimativa do PIB (Produto Interno Bruto) americano no quarto trimestre de 2025, com detalhes sobre consumo, investimento e comércio exterior. Às 10h, a Universidade de Michigan divulga a leitura final de confiança do consumidor de fevereiro, com atenção especial para as expectativas de inflação no curto e longo prazo. O mercado vai cruzar os três dados para ajustar as apostas sobre o ritmo de cortes de juros.
Veja o fechamento de dólar e Bolsa na sexta (13):
- Dólar: +0,57%, a R$ 5,229
- B3 (Ibovespa): -0,69%, aos 186.464,30 pontos.
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