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Ato no Largo São Francisco pedirá punição para os envolvidos no caso Master

"A ideia é explicitar que nosso esforço é pelo fortalecimento e pela requalificação das instituições, separando a defesa institucional da blindagem de indivíduos. Responsabilizar pessoas é, também, uma forma de renovar a legitimidade das instituições", diz José César Martins, coordenador do Derrubando Muros.

Além do ato propriamente dito, o movimento vai criar um comitê permanente de vigilância da moralidade pública para não deixar que o escândalo "acabe em pizza"— com consequências estruturais e a desmoralização das instituições envolvidas, seja Banco Central, Supremo ou Congresso Nacional.

Originalmente, o movimento havia sido programado como uma manifestação na Avenida Paulista, mas os organizadores optaram pelo formato de um ato público no salão nobre da São Francisco, a exemplo de atos históricos que aconteceram ali na diitadura e durante o governo de Jair Bolsonaro.

O movimento pretende se manter distante de iniciativas que buscam capitalizar o escândalo do Master para fins eleitorais. "As investigações do caso Master têm revelado as conexões do esquema com políticos de extrema direita e também de defensores da democracia à esquerda e ao centro do espectro político, em todas as esferas de poder", diz ele. "Não estamos preocupados se vai respingar aqui ou ali e como isso pode afetar as eleições. Ninguém está acima da lei. A responsabilização dos indivíduos que deixaram esse escândalo tomar a proporção que tomou é importante para a preservação das instituições e, consequentemente, para o futuro do país."

Mobilizações nas ruas contra a impunidade no caso do Master vêm sendo organizadas pelo pre-candidato à Presidência Renan Santos, fundador do MBL e hoje no partido Missão. Santos já organizou duas mobilizações em frente à sede do Master, na Faria Lima.

Martins diz que o movimento tem o apoio de empresários, advogados e outras categorias que pagam impostos, seguem códigos de ética e accountability e que se sentem prejudicados pelas más práticas de concorrentes e suas conexões com o poder público. "Esticamos demais a corda e chegamos em um nível inimaginável de falta de ética e moral. É um escândalo jamais visto pela extensão e profundidade dos danos à sociedade, pela presença de atores relevantes em todos os poderes e esferas, pela normalização de condutas repudiáveis no Estado e no setor privado e, não menos grave, pela inoperância ou omissão dos órgãos que deveriam regular, fiscalizar e coibir."

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