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Avanço do setor de serviços pode reforçar cautela do BC com a Selic

Porém, o índice de 2025 é menor do que o registrado no acumulado de 2024, quando ficou em 3,1%. Isso se deve a um recuo de 0,4% registrado em dezembro de 2025, na comparação com novembro do mesmo ano. O setor de serviços é responsável por cerca de 70% da economia nacional.

Cenário pode ajudar a baixar juros?

Decisão sobre juros não depende de um único indicador de atividade. "A economia funciona como o famoso 'cobertor curto': mexer em uma variável afeta as demais, e o Banco Central precisa equilibrar todas elas. Por isso, olhar indicadores de forma fragmentada pode levar a conclusões precipitadas. Em geral, nenhum índice isolado determina sozinho a decisão de cortar ou não os juros", observa Bruno Dissenha Pigatto, head de mercado de capitais na Rayes e Fagundes Advogados Associados.

O Banco Central olha principalmente para a trajetória da inflação, os núcleos e as expectativas. O setor de serviços entra como variável relevante porque influencia diretamente a inflação doméstica, mas ele não determina sozinho o timing dos cortes. Edgar Araújo, CEO da Azumi Investimentos.

Crescimento de serviços nesse patamar não é, por si só, motivo para o Banco Central baixar juros, salienta economista. "Pelo contrário, serviços resilientes costumam ser lidos como sinal de demanda doméstica ainda firme. Nesse contexto, o dado tende a funcionar mais como argumento para cautela do que para aceleração de cortes. (...) O BC não reage a um número isolado, mas um setor de serviços robusto pode adiar o início ou reduzir o ritmo de queda da Selic, porque sugere que a política monetária ainda está cumprindo papel de contenção", explica Pedro Ros, CEO da Referência Capital.

Embora o setor de serviços tenha mostrado crescimento de +2,8% em 2025, é importante pontuar que esta expansão foi a mais tímida desde a pandemia. Tanto o indicador cheio, para todo o setor, quanto os serviços às famílias, mostraram tendência de desaceleração ao longo do segundo semestre, mesmo com desemprego em baixa e salários reais crescentes. Bruno Perri, economista-chefe e sócio-fundador da Forum Investimentos

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