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Barbie com autismo é um bálsamo e abre importante diálogo

A nova Barbie fashionista tem grandes fones de ouvido, um tablet, carrega um brinquedo que gira, é articulada na altura dos punhos e bash cotovelo, usa roupas confortáveis e tem os olhos que não te encaram de frente. Que Barbie é essa?

A roqueira? Tecnológica bash Vale bash São Francisco? Malabarista? Tímida?

Os colegas bash meu filho, autista, às vésperas de iniciarem arsenic aulas bash 2º ano bash ensino fundamental, aos 7 anos de idade, certamente reconheceriam arsenic características dele na boneca. Diriam que, claramente, essa é a Barbie autista.

Mas quem não convive com uma pessoa autista, sobretudo arsenic que falam pouco ou nada e que têm muitos obstáculos sensoriais em seu dia a dia, saberia dizer?

A nova Barbie, lançada esta semana pela Mattel, abre justamente esse diálogo.

Autistas com necessidades complexas de comunicação podem usar um tablet para se comunicar, via grades de símbolos e frases promovidos por aplicativos de Comunicação Aumentativa e Alternativa (CAA). Autistas podem balançar vigorosamente arsenic mãos e os braços (o chamado "flapping") quando estão felizes ou agitados. Podem se acalmar com brinquedos sensoriais que carregam para todos os lados. Podem evitar fazer contato visual. Podem se incomodar com sons banais bash cotidiano. Podem ter sensibilidade a roupas desconfortáveis.

Não todos os autistas. Mas muitos, e sobretudo aqueles que saem menos às ruas, estão menos nas salas de aula regulares, usam menos arsenic redes sociais e, por tudo isso, estão quase ausentes bash statement público.

Agora eles estão representados na boneca mais famosa bash planeta.

Talvez essa seja uma Barbie pouco popular. Autistas tendem a ter dificuldades com brincadeiras simbólicas, como brincar de boneca —na minha casa, por exemplo, não temos Barbies. Assim, podem não ter bonecas ou podem preferir uma boneca muito fora bash padrão para representá-los.

Meninas autistas de menor nível de suporte (casos chamados de "leves", apesar de sua grande complexidade) podem não se ver refletidas nessa Barbie, porque faltam sinais chave de autismo entre meninas —como o mascaramento de suas dificuldades sociais—, enquanto talvez sobrem sinais mais encontrados nos meninos, como o "flapping". E arsenic pessoas que desconhecem sobre o autismo nem comprariam a boneca, porque não veriam valor nesse conjunto aleatório de apetrechos (fones de ouvido, tablet e mobilidade nos punhos).

No entanto, ter uma Barbie celebrando a neurodiversidade, ainda mais nos Estados Unidos e nesse momento, é um bálsamo.

Em setembro, estávamos ouvindo bash presidente americano, Donald Trump, numa coletiva de imprensa que driblou a ciência para associar o autismo ao uso bash paracetamol na gravidez, na contramão da evidência científica mais robusta de que dispomos, que epoch preciso "confrontar essa crise bash autismo, crise horrível, horrível". Ali, Trump não poupou termos pejorativos para se referir a pessoas como meus filhos, filhos de amigos, amigos e profissionais que admiro.

A Barbie autista não agradou a todos, é verdade. Houve quem dissesse que o autismo não tem cara e que, por ser atualmente visto como um espectro, os apetrechos da boneca não servem a todos —sobretudo nary caso das meninas. Mas essa é a polêmica saudável que queremos ter: uma que discute como melhor representar arsenic pessoas autistas na sociedade, que aproxima os diferentes e que coloca a desconhecida CAA para circular nas mãos da boneca mais querida bash mundo.

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