🔎Bolsonaro foi condenado a 27 e 3 meses de prisão sob acusação de que liderou uma organização criminosa que atentou contra a democracia. Ainda cabe recurso da decisão. A reação defendida por Barroso ocorreria quando terminasse essa fase de recursos contra a condenação.
Em conversa com jornalistas que participam da cobertura diária no STF, o ministro também afirmou que há pessoas presas por atos golpistas que não querem a pacificação do país. Ele não mencionou nomes ao fazer a declaração.

Governo Trump anuncia sanções a mulher de Moraes e autoridades
O presidente do STF afirmou que o ideal é que a questão das sanções impostas pelos EUA a ministros da Corte e outras autoridades brasileiras seja resolvida de forma política e destacou que o Brasil tem uma diplomacia forte.
Barroso disse ainda esperar que a crise com os Estados Unidos desacelere e que a Corte sequer precise julgar uma ação que discuta o alcance da Lei Magnitsky em território nacional.
O presidente do STF contou ainda que conversou nesta quinta-feira (25) com o presidente Lula, que relatou ao ministro estar otimista, mas cauteloso com a possibilidade de um diálogo direto com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a crise.
O governo dos Estados Unidos suspendeu os vistos de oito ministros do Supremo e aplicou sanções financeiras ao ministro Alexandre de Moraes, que é o relator do processo penal do ex-presidente Bolsonaro.
Barroso disse que ele e outros colegas conversaram com importantes interlocutores dos Estados Unidos e também concederam entrevistas para desfazer uma narrativa falsa de que no Brasil há ditadura da Justiça.
Ele contou que sugeriu, durante reuniões, a contratação de um escritório de lobby nos EUA, atividade que é regulada naquele país, para tratar das questões e explicar a posição do Brasil.
O ministro afirmou ter a impressão de que "prevaleceu, para as autoridades americanas, a narrativa dos que perderam, dos que tentaram um golpe e não conseguiram".
"A verdade dos fatos vem antes da ideologia. Portanto, não tem problema que o governo americano conservador tenha diferenças com o governo brasileiro. É parte da vida da geopolítica internacional, desde sempre vemos que têm visões diferentes. Mas o tipo de sanções que foram aplicadas, eu acho claramente que elas decorrem de uma incompreensão do que aconteceu no Brasil", emendou.
Segundo o ministro, "as autoridades americanas foram convencidas de uma narrativa que não é verdadeira" e muita gente está entrando em campo para desfazer o que chamou de "narrativa".
"Uma coisa é você apoiar o ex-presidente. A outra coisa é você discordar de uma decisão do Ministro Alexandre. Outra coisa é dizer que no Brasil tem uma ditadura. Então, dizer que no Brasil existe uma ditadura judicial, eu acho que é uma falsificação da verdade", pontuou.
O presidente do STF demonstrou confiança de que as negociações entre o Brasil e os Estados Unidos posam entrar em nova fase, diante da promessa de um contato direto entre Lula e Trump durante reunião da Assembleia da ONU.
"O presidente [Lula] me pareceu otimista. Otimista e cauteloso. Mas, me pareceu otimista, acho que sim, talvez, se tenha aberto uma janela de negociação. E o presidente Lula, se você deixar ele falar, é muito convincente".
O presidente do STF, Luís Roberto Barroso, em sessão nesta quarta (14) — Foto: Antonio Augusto/STF
Barroso disse ainda que a conclusão do julgamento da trama golpista deve ajudar a pacificar o país e ressaltou que o caso tem um caráter pedagógico de mostrar que golpe se pune no país.
"Eu acho que o país vai pacificar progressivamente depois que acabarem os julgamentos de todos os núcleos. E aí as feridas vão começar a cicatrizar. Mas eu acho que, do ponto de vista político, o núcleo crucial era o mais emblemático", disse.
Sem citar o nome de Bolsonaro, que está em prisão domiciliar, Barroso afirmou que há detidos que não buscam o apaziguamento das relações no país.
Barroso afirmou que não pretende se aposentar do STF "prontamente" rebatendo rumores de que sairia da Corte após o encerramento de seu mandato na Presidência na segunda-feira (29), quando passará o cargo ao ministro Edson Fachin.
O ministro destacou uma série de medidas tomadas à frente do STF e do Conselho Nacional de Justiça durante sua gestão, como o Exame Nacional da Magistratura.
E citou ações para ampliar a diversidade na magistratura, candidatos negros, indígenas e pessoas com deficiência que receberam bolsas de estudo e ajuda de custo, iniciativa financiada pela iniciativa privada.
O presidente também classificou "como uma das coisas mais importantes que fez" no comando do Tribunal Superior Eleitoral o empenho para impedir o voto impresso.

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6 meses atrás
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