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BB prevê lucro maior em 2026, mas com oferta de crédito mais contida

Piora do risco foi motivo do aumento dos custos de crédito. No relatório, a administração do BB apontou que o aumento do risco ao longo do ano, especialmente no agronegócio, deteriorou as despesas operacionais. O indicador de inadimplência acima de 90 dias subiu de 4,51% a 5,17%.

Prestação de serviços vai ganhar espaço no balanço. O Banco do Brasil planeja elevar entre 2% e 6% a receita de prestação de serviços, que fechou 2025 em R$ 34,8 bilhões, item que teve retração ano passado (-1,9%).

Já o crédito será mais conservador. O Banco do Brasil vai reduzir o ritmo de aumento na concessão de crédito. Depois de crescer 2,5% e atingir R$ 1,3 trilhão ano passado, para 2026 o plano prevê expansão entre 0,5% e 4,5%. Planejamento prevê desaceleração para empresas e agronegócio.

Agronegócio pode ter redução do crédito. A carteira para o campo neste ano ficará numa faixa que pode ser 2% menor que a de 2025, quando atingiu R$ 406 bilhões. Na melhor das hipóteses, os empréstimos para o setor podem crescer 2%, ainda assim abaixo do aumento de 2,1% de 2025.

Em 2025, setor do agronegócio teve pior desempenho entre empresas que pediram recuperação judicial no Brasil. Empresas do campo apresentaram o maior IRJ (Índice de Recuperação Judicial), de 13,53. Isso significa que, a cada mil empresas ativas do setor, cerca de 13 estão em recuperação judicial. A média nacional do índice é de 2,13, segundo levantamento da consultoria de execução RGF com base em dados da Receita Federal.

Crédito para empresas também deve diminuir. No planejamento, o Banco do Brasil diz que a carteira para pessoas jurídicas pode ter retração de 3%, e que, mesmo que cresça, não vai aumentar mais que 1%. Em 2025, essas operações subiram 0,6%, para R$ 455 milhões.

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