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Beyoncé em Salvador foi 'filme de ação' de mulheres negras, diz agência

"É pra entregar pipoca pra Beyoncé?" Foi assim que a equipe da agência IDW Company recebeu o convite para produzir em tempo recorde a versão brasileira do "Club Renaissance", da cantora Beyoncé. O evento apresentou aos fãs um documentário da turnê que nomeia o clube em países que ela não se apresentou.

Sócia da IDW, responsável pela execução da edição brasileira em Salvador, Potyra conta no Divã de CNPJ como a empresa preparou o evento no prazo de quatro dias em 2023.

Um grande arrependimento foi a gente não ter filmado esses bastidores, porque se os bastidores desse projeto, pra quem viveu, foi um grande filme de ação protagonizado por mulheres, mulheres negras, majoritariamente. Potyra Lavor

A produção começou quando a equipe da IDW se preparava para conhecer o festival Piscina, em Belém do Pará, quando a Parkwood, empresa de Beyoncé, e a TV Globo fizeram o convite para a produção do "Club Renaissance" em Salvador apenas uma semana antes da festa.

O plano inicial era uma sessão de cinema para fãs, mas a ideia cresceu e se transformou numa celebração para 3 mil pessoas no Centro de Convenções de Salvador, reunindo admiradores do Brasil inteiro. Mulheres negras lideraram todas as etapas, da concepção à escolha dos parceiros, revela Potyra.

Fizemos uma seleção só com fornecedores e parceiros da cidade de Salvador, majoritariamente de donos de empresas, donas de empresas negras da cidade ou da Bahia. A dona do buffet, por exemplo, é do Recôncavo Baiano, e a gente entregou com excelência. Potyra Lavor

E a prioridade para fornecedores locais não foi à toa. Em regiões fora do eixo Rio-São Paulo, eventos de grande porte chegam com a mão de obra do sudeste, o que prejudica o incentivo ao empreendedorismo local, afirma a empresária. "Em um mercado que não circula dinheiro ou quando chegam grandes projetos é todo mundo de fora, como é que você vai desenvolver o mercado?", questiona.

AFROPUNK: 'Estado ainda não entende a dimensão do festival'

Referência em estética e música negra, com um toque de afrofuturismo, o festival AFROPUNK chegou ao Brasil com a parceria entre a IDW Company, uma produtora brasileira fundada pela publicitária Potyra Lavor, e o conglomerado internacional do AFROPUNK. Com 5 edições no Brasil, o festival é não só uma referência no calendário de grandes eventos de música no país, mas também um encontro de artistas internacionais em uma capital do nordeste, Salvador.

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