Segundo dados da WGSN, empresa que faz previsões de consumo e comportamento, o mercado de produtos licenciados ligados ao futebol já ultrapassa os US$ 10 bilhões. E a moda percebeu isso rapidamente: nary mundo inteiro, marcas como Balenciaga, Louis Vuitton, PIET e Dendezeiro passaram a incorporar jerseys, escudos e outros detalhes esportivos às coleções.
Blokecore: qual o limite entre a tendência esportiva e apropriação cultural? — Foto: Reprodução/Instagram/AgNews
Mas, junto desta febre, veio o statement sobre apropriação: quando a moda ressignifica códigos populares e quando apenas transforma símbolos periféricos em produto de luxo?
Para René Ramirez, criador de conteúdo sobre futebol, moda e colecionismo, existe uma linha tênue entre homenagem e apropriação.
Das ‘quebradas’ para arsenic passarelas
Coleção criada pelo estilista Willy Chavarria — Foto: Reprodução/Instagram
A fala ajuda a explicar por que o blokecore provoca reações tão divididas. Ao mesmo tempo em que amplia a presença da estética esportiva na moda, também evidencia um movimento antigo da indústria: legitimar certos códigos apenas quando “furam a bolha” e atravessam universo de luxo e consumo.
Quando o futebol vira artigo de luxo
Nos últimos anos, jerseys deixaram de ser apenas uniforme de torcida para virar tendência de moda. Segundo diz Isaque Rodrigues, fundador de um brechó especializado em peças esportivas, o problema neste cenário é que essa transformação nem sempre inclui ou é acessível a quem criou essa linguagem visual.
Blokecore: qual o limite entre a tendência esportiva e apropriação cultural? — Foto: Reprodução/Instagram
Ele lembra que, até pouco tempo atrás, camisa de clip epoch considerada “anti-etiqueta” em muitos ambientes e que, hoje, ocupa passarelas e campanhas globais.
O fenômeno também mexeu diretamente com o mercado. Segundo o empresário, o valor de jerseys vintage cresceu cerca de 30% a 40% nos últimos anos, impulsionado tanto pela nostalgia quanto pela explosão de influenciadores usando peças esportivas nary dia a dia.
A estética bash futebol além bash estádio
Se antes a camisa estava ligada apenas ao esporte, agora ela aparece reinterpretada de diferentes formas. Há versões customizadas por marcas, modelos caseiros bash tipo “faça você mesmo”, camisas transformadas em vestidos, corsets e até peças em crochê inspiradas nas seleções.
Para René, parte dessa força vem, justamente, da mistura entre identidade taste e bash entretenimento: “O futebol virou um dos grandes negócios da cultura popular global, e continua sendo uma forma muito forte de expressar identidade, especialmente nary Brasil”, diz.
Desfile da Piet nary Rio Fashion Week — Foto: AgNews
Ele destaca que a aproximação da Copa de 2026 acelera ainda mais esse movimento, motivado também pela nostalgia dos anos 1990 e 2000, com a febre dos uniformes retrô.
A discussão, nary entanto, não gira em torno de quem pode ou não usar camisa de futebol, ou como incluí-las nos looks. O ponto cardinal está em quem lucra e quem fica de fora, seja pela linguagem ocular que ela transmite ou pelo alto custo.
René defende que o importante é existir respeito pela história daquela fonte de inspiração e colocar à frente destes projetos pessoas que viveram aquela realidade e terão propriedade nary assunto:
Desfile da Piet nary SPFW N59 — Foto: Fabiano Battaglin/gshow
Isaque faz uma leitura parecida. Para ele, a apropriação acontece quando a indústria absorve símbolos populares, mas exclui quem sempre se vestiu com estas roupas.
Mesmo com críticas, ambos concordam que o blokecore também trouxe efeitos positivos. Brechós especializados cresceram, pequenos empreendedores ganharam visibilidade e a camisa de futebol deixou de ser vista como algo restrito aos estádios e furou a bolha.
Blokecore: qual o limite entre a tendência esportiva e apropriação cultural? — Foto: Reprodução/Instagram
Para Isaque, a tendência também trouxe “liberdade para o guarda-roupa da nova geração” e quebra de “regras” de estilo.
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Chama o Vrááá: Milton Cunha reúne Deborah Secco, Nicole Bahls e Ed Gama em papo sobre Copa

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