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Brasil abre 72.960 vagas formais em maio, pior saldo para o mês desde 2020

Entre janeiro e maio, o Brasil criou 767.326 novos empregos formais. O saldo positivo foi observado devido ao maior volume de contratações do que demissões em todos os meses deste ano. Já no acumulado dos últimos 12 meses, o número de vagas abertas equivale a 973.285 contratações com carteira assinada.

Ministro do Trabalho voltou a criticar a elevação dos juros básicos. Ao comentar o menor saldo de contratações desde 2020, Luiz Marinho reafirmou que a política monetária contracionista é prejudicial para a geração de empregos. "Eu acho que a política monetária do jeito que está gera um efeito muito negativo para o mercado de trabalho, que deveria estar mais positivo", avaliou.

Eu não consigo entender a mensagem de que o emprego tem que ser negativo. Parece ter uma tara para o emprego negativo.
Luiz Marinho

Resultados mantém estoque da vagas celetistas no maior patamar da história. Diante dos recentes avanços do mercado formal de trabalho, o estoque de postos de trabalho com carteira assinada subiu 0,15% em maio, para 47,88 milhões. Trata-se do maior estoque de toda série histórica do indicador.

Setores

Todos os grandes grupamentos de atividade criaram vagas em maio. O saldo positivo foi liderado pelo setor de serviços, que fechou o mês com 45.655 novos profissionais com carteira assinada. Na sequência, aparecem a construção (12.096 postos), a agropecuária (10.205 empregos), a indústria (4.974 vagas) e o comércio (40 contratações).

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Salários

Remuneração média no momento da contratação recuou 0,75%. Os brasileiros contratados com carteira assinada em maio firmaram contratos para receber, em média, R$ 2.384,10. O valor é R$ 17,97 menor em comparação com o mês anterior (R$ 2.402,07).

O que é o Caged

Indicador mede o andamento do mercado formal de trabalho no Brasil. Divulgado mensalmente pelo Ministério do Trabalho e Emprego, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados recebe relatórios das empresas para definir a quantidade de contratações e demissões com carteira assinada no Brasil.

As informações do Caged são coletadas a partir do sistema eSocial. A ferramenta é responsável por unificar as informações de trabalhadores e empresas. A adoção extinguiu o modelo antigo para a coleta das informações e resultou na criação do Novo Caged, que traz as estatísticas do mercado formal de trabalho desde janeiro de 2020.

Caged usa metodologia diferente da Pnad Contínua, do IBGE. Ainda que ambos os indicadores tragam informações sobre o mercado formal, as divulgações da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) são mais completas e definem o nível de desemprego. A base da pesquisa é o movimento do mercado dentro de um intervalo de três meses.

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