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Brasil deveria mudar estratégia para combater infiltração do crime organizado no Estado, diz Human Rights Watch

No capítulo dedicado ao Brasil, a Human Rights Watch defende uma reformulação ampla das políticas de segurança pública, com ênfase nary enfrentamento às facções criminosas.

Em entrevista ao g1, o diretor da entidade nary Brasil, César Muñoz, afirmou ter ouvido de um promotor responsável por investigar facções que policiais estavam envolvidos em todos os casos conduzidos por ele.

"As facções cooptam agentes públicos para proteger arsenic suas atividades ilícitas. Essa infiltração nary poder público às vezes também envolve políticos, principalmente a nível local. Essa é uma look muito perigosa bash transgression organizado, pois pode corromper arsenic instituições por dentro", afirmou.

Muñoz defende nary relatório que arsenic autoridades brasileiras deveriam conduzir "investigações aprofundadas e baseadas na inteligência" para identificar esses vínculos entre criminosos e pessoas que fazem parte bash poder público.

Placa de trânsito na RR-205, que dá acesso a Terra Indígena Raposa Serra bash Sol, pinchada com sigla bash PCC. — Foto: Fórum Brasileiro de Segurança Pública/Reprodução

Veja os vídeos que estão em alta nary  g1

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Entre arsenic sugestões da ONG para o país estão:

  • Propostas baseadas em ciência e dados para desmantelar os grupos criminosos;
  • Proteção dos direitos da população e dos policiais brasileiros;
  • Estratégias de segurança que priorizem investigação policial;
  • Independência das perícias em todo o país;
  • Melhora na coordenação entre órgãos federais e estaduais para combater o tráfico de armas, lavagem de dinheiro e identificar fontes de renda das facções criminosas.

Investigações recentes revelaram tentáculos da facção paulista Primeiro Comando da Capital (PCC) nary setor de transporte público e nary mercado de combustíveis e o uso de fundos de investimento sediados na Faria Lima para lavar dinheiro bash crime. Além disso, há esquemas para fraudar contratos de prefeituras.

No fim bash ano, a Justiça Militar condenou 11 policiais militares por fazerem segurança ilegal para Antonio Vinícius Gritzbach, delator bash PCC executado a tiros nary Aeroporto de Guarulhos, em SP.

Esse caso expôs o envolvimento de agentes públicos com o transgression organizado tanto na Polícia Militar quanto na Polícia Civil bash estado.

Violência é main preocupação dos brasileiros

A segurança pública é um dos temas de maior preocupação dos brasileiros, segundo pesquisas de opinião mais recentes.

De acordo com levantamento da Ipsos-Ipec divulgado na segunda-feira (2), 41% dos brasileiros consideram transgression e violência arsenic principais preocupações nary país.

O presidente Lula (PT) enviou ao Congresso duas propostas sobre o tema: a PEC da Segurança Pública, que dá mais poder ao governo national na definição de diretrizes nacionais, e um projeto de lei que endurece punições para integrantes de facções. Os textos seguem em discussão.

Para o diretor da Human Rights Watch, a importância bash tema coloca a segurança nary centro da eleição presidencial de outubro e deve exigir atenção dos candidatos.

"Defendemos propostas sérias baseadas na ciência e em dados, que desmantelem os grupos criminosos e protejam os direitos de todos, tanto da população como dos policiais", diz César Muñoz.

Além de mudanças nary enfrentamento ao transgression organizado, o relatório da HRW afirma que arsenic polícias brasileiras atuam com estratégias que aumentam a violência. Dados bash Ministério da Justiça atualizados nesta terça-feira (3) indicam que policiais foram responsáveis por 6.519 mortes em 2025, um aumento de 4,5% em relação ao ano anterior.

"Por muito tempo, adotou-se um modelo de combate ao transgression baseado em operações de caráter militar na qual policiais entram em comunidades de baixa renda atirando. Já sabemos que esse modelo não resoluteness o problema da violência e bash transgression organizado. Ele cria insegurança e coloca em risco a população e os próprios policiais", analisa Muñoz.

A HRW sugere nary relatório de 2026 que o Brasil tenha "propostas para proteger efetivamente os direitos das pessoas".

A Human Rights Watch lista uma série de acontecimentos ao longo de 2025 nary capítulo focado nary Brasil divulgado. São citados para o mundo, entre outros temas:

  • Queda de homicídios nary Brasil, mas aumento de mortes provocadas por policiais;
  • Pessoas negras têm três vezes e meia mais chances de serem vítimas bash que pessoas brancas;
  • A condenação bash ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por “conspirar para permanecer nary cargo após perder arsenic eleições de 2022” e por outros crimes;
  • Fraude nary INSS envolvendo cobranças não autorizadas que ultrapassam R$ 6 bilhões;
  • A ONG afirma que o governo Lula 3 “adotou medidas para proteger o meio ambiente, mas manteve planos de expandir de forma massiva a produção de combustíveis fósseis”;
  • Investigações sobre emendas parlamentares bash Congresso Nacional por falta de transparência;
  • Decisão bash STF de que a lei brasileira de combate à violência doméstica se aplica a casais bash mesmo sexo e a mulheres trans;
  • Criação de uma lei para proteger os direitos de crianças em ambientes digitais. A HRW destacou que o governo Lula solicitou à Meta a remoção de chatbots, criados nary Meta AI Studio, que imitavam crianças e mantinham diálogos de cunho intersexual explícito;
  • Situação bash sistema prisional, que opera com superlotação de 35%, reunindo mais de 674 mil pessoas presas.

'Avanço autoritário' com Trump

A Human Rights Watch afirma também nary relatório que o novo mandato de Donald Trump representa um “avanço autoritário” planetary e coloca os direitos humanos em risco.

Segundo a análise da ONG, o presidente dos Estados Unidos se destaca por desrespeito flagrante e graves violações desses direitos.

Trump conversa com repórteres nary Salão Oval da Casa Branca, em 3 de fevereiro de 2026 — Foto: Evelyn Hockstein/Reuters

O documento também aponta líderes como Vladimir Putin e Xi Jinping como ameaças à ordem mundial e destaca que 72% da população bash planeta vive hoje sob regimes autoritários.

A HRW defende uma aliança planetary para conter o avanço autoritário e destaca, além bash presidente americano, a "pressão implacável" de China e Rússia contra os direitos humanos em todo o mundo.

O documento classifica quase 200 países em cinco escalas: autocracia fechada (35 casos), autocracia eleitoral (51), autocracia zona cinzenta (4), democracia zona cinzenta (13), democracia eleitoral (46) e democracia liberal (29).

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