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Brasil exportará mais petróleo e haverá recessão global se conflito durar

Além disso, o Brasil importa 300 mil barris de petróleo por dia. Apesar de comprar pouco e produzir muito (mais de 4 milhões de barris em dezembro de 2025), o petróleo importado pelo país é de alta qualidade, utilizado na produção de querosene de aviação e produtos de petroquímica, como plástico e asfalto. "O governo terá de transferir os preços para os produtos", afirma Oliveira Filho.

A Opep+ (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) já planeja aumentar a produção. O grupo formado por 12 membros originais e 10 aliados considera elevar a produção em até 411 mil barris por dia para compensar o aumento de preço que o conflito deve provocar.

A vantagem para o Brasil

Se o Estreito de Ormuz for bloqueado e o conflito se estender, os importadores terão de buscar novos vendedores. "O Brasil pode se beneficiar com isso, mas é preciso continuar o atual modelo de produção e exportação", diz o presidente do IBP ao lembrar que o insumo foi o principal produto exportado pelo Brasil em 2025 (US$ 44,67 bilhões). "Pode ser uma oportunidade."

Os mercados vão se reorganizar, mas vai depender do quão profunda será a crise no Oriente Médio.
Roberto Ardenghy, do IBP

Um conflito duradouro teria poucas consequências para as exportações brasileiras para o Irã. O Brasil vendeu apenas US$ 2,9 bilhões aos iranianos em 2025, apenas o 31º destino dos produtos brasileiros. Enquanto os estados da região Sul vendem principalmente milho, arroz, grãos, soja e farelo de soja, o Brasil importa do Irã matéria-prima para fertilizante, como ureia. "Mas importa pouco, cerca de 5% do que que utiliza", diz Oliveira Filho.

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