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Brasil terá maior redução tarifária média com taxa de Trump, diz pesquisa

A nova cobrança de Trump substituirá percentuais anteriores mais altos. Agora, uma sobretaxa fixa de 15%, vinculada à Seção 122, substituirá as alíquotas da IEEPA específicas por país. Essas novas tarifas de até 15% valem por até 150 dias — justificativa é enfrentar desequilíbrios no balanço de pagamentos, sem investigação prévia.

Quem pagava tarifas mais baixas sairá perdendo. Reino Unido (+2,1 p.p.), Itália (+1,7 p.p.) e Singapura (+1,1 p.p.) deverão desembolsar mais, porque a sobretaxa de 15% da S122 supera o que pagavam sob o regime da IEEPA.

O jornal inglês Financial Times publicou a íntegra do estudo. "Países como China, Brasil, México e Canadá, que foram os mais duramente criticados pela Casa Branca e alvo de tarifas da IEEPA sob ordens executivas especiais, foram os que mais viram suas tarifas caírem", disse o economista e diretor-executivo do Global Trade Alert, Johannes Fritz, ao veículo.

O economista alerta que o cenário, porém, ainda é incerto. Isso porque o novo regime é temporário, e o governo americano indicou que pode impor outras medidas específicas por país.

Global Trade Alert explica que a taxa fixa "trata todos os países de forma igual em termos nominais". "Sob o regime anterior à decisão, a dispersão era ampla: países como China e Índia enfrentavam tarifas muito acima da média global, enquanto Canadá, México e a maioria dos exportadores europeus ficavam bem abaixo dela", afirma.

O regime da Seção 122, com alíquota de 15%, comprime significativamente essa dispersão. Como a sobretaxa é fixa, a variação específica por país diminui. A China ainda enfrenta o maior ônus tarifário relativo, mas a diferença se reduziu. Países que antes eram pouco tributados agora estão mais próximos da média.
Global Trade Alert

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