O ataque atingiu instalações logísticas em Caracas e danificou o maior depósito de remédios do país, comprometendo o fornecimento de tratamentos essenciais —em especial para pacientes que dependem de hemodiálise.
Diante desse cenário, o Ministério da Saúde decidiu antecipar a ajuda humanitária. A primeira remessa, com cerca de 40 toneladas, está prevista para ser enviada nesta sexta-feira (9), com foco no atendimento de cerca de 16 mil pacientes venezuelanos que ficaram desassistidos após a destruição da estrutura de saúde.
Segundo o Ministério da Saúde, o envio tem como objetivo garantir a continuidade do tratamento de cerca de 16 mil pacientes venezuelanos que dependem de hemodiálise. A interrupção do fornecimento desses insumos, de acordo com a pasta, representa risco imediato à vida dessas pessoas.
Veículo destruído nos ataques dos EUA na Venezuela — Foto: Reuters
Entre os materiais que devem ser enviados estão medicamentos de uso contínuo, filtros, linhas arterial e venosa, cateteres e soluções utilizadas nos procedimentos de diálise. Os insumos foram obtidos a partir de doações de hospitais universitários e instituições filantrópicas brasileiras, segundo informou o governo.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que a doação não compromete o atendimento de pacientes brasileiros que realizam diálise pelo Sistema Único de Saúde (SUS), estimados em cerca de 170 mil. Segundo ele, os estoques nacionais permitem o envio do material sem impacto na assistência interna.
As doações estão armazenadas no centro logístico do Ministério da Saúde, em Guarulhos, na Grande São Paulo. A previsão é de que os envios ocorram ao longo da próxima semana, conforme a logística de transporte e recebimento no país vizinho. A primeira carga será transportada em um avião venezuelano.
Nesta quinta-feira (8), Padilha enviou uma carta à ministra da Saúde da Venezuela, Magaly Gutiérrez, manifestando apoio à manutenção da assistência à população afetada pela destruição do centro de distribuição de medicamentos.
Unidade antiaérea destruída na base aérea militar de La Carlota após ataque dos EUA na Venezuela. — Foto: REUTERS/Leonardo Fernandez Viloria
Além do envio de insumos, o governo brasileiro informou que acompanha a situação sanitária na região de fronteira entre os dois países. Atualmente, profissionais de saúde atuam em Pacaraima, no norte de Roraima, no atendimento a migrantes venezuelanos, principalmente em espaços de acolhimento.
Segundo o Ministério da Saúde, não houve, até o momento, necessidade de ampliar as equipes que atuam em Boa Vista, capital do estado. Uma nova equipe técnica foi enviada à região nesta semana para avaliação do cenário e apoio às autoridades locais.
O governo federal também autorizou o envio da Força Nacional de Segurança Pública para Pacaraima e Boa Vista, com atuação prevista por 90 dias, voltada à preservação da ordem pública e à proteção de pessoas e estruturas na região.

German (DE)
English (US)
Spanish (ES)
French (FR)
Hindi (IN)
Italian (IT)
Portuguese (BR)
Russian (RU)
14 horas atrás
1
/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/7/t/5RDa1eQ56m1grcZ6J10A/captura-de-tela-2026-01-09-192800.png)
/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/P/C/4nuLfSTO6KeMaz5YjCmg/2025-07-16t122945z-1256354715-rc2onfaawx4f-rtrmadp-3-iran-nuclear.jpg)
/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/n/h/7DA09BRCqohzkjS5k0nQ/2025-11-08t203741z-24331101-rc2hqea7fefz-rtrmadp-3-syria-security-islamic-state.jpg)
/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/1/B/lcg0FsReW0t60z97O0OQ/2026-01-05t185734z-826220863-rc24via1cqw2-rtrmadp-3-europe-weather-france-snow.jpg)

:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2023/l/g/UvNZinRh2puy1SCdeg8w/cb1b14f2-970b-4f5c-a175-75a6c34ef729.jpg)










Comentários
Aproveite ao máximo as notícias fazendo login
Entrar Registro