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Brasileiro consome cada vez mais chocolate, apesar da alta nos preços

Quando esse cenário do cacau aconteceu (alta do preço), estávamos já há três anos fomentando iniciativas que fomentam a produção nacional do cacau, o Cocoa Life, que levamos tecnologia para esses produtores. Do outro lado, houve a transformação do portfólio [para suprir o aumento dos preços].
Juliana Bonamin, vice-presidente de Vendas da Mondelez Brasil

Mudança na fórmula e redução de tamanho. As estratégias mais comuns da indústria incluem o lançamento de tamanhos e pacotes menores dos chocolates já conhecidos e até mesmo alteração na composição dos produtos, para terem menos chocolate. "São lançados produtos classificados como chocolate, mas com menos teor de cacau em si. São lançamentos com bolachas, recheios cremosos de outro tipo, amendoim, etc. Todas essas adições fazem diminuir a porcentagem de cacau dentro e ajudam a manter a margem de lucro", aponta Adriana, da Euromonitor.

Consumo continua, apesar dos preços. Mesmo se o aumento nos preços vier, o consumo não deve diminuir, defende Adriana. "O brasileiro tem paladar muito doce e as oportunidades de consumo são muito amplas, temos produtos para todas as ocasiões. Desde o bombonzinho após almoço até a caixa para presente — o que entra na questão que chocolate também virou um presente quase premium por aqui. Isso tudo movimenta a categoria, independentemente das altas."

Oportunidade para os mercados

Faturamento alto. A pesquisa NIQ Monitor, feita pela Nielsen com a Mondelez, apontou que a categoria de chocolates faturou R$ 22 bilhões no ano passado, cerca de 6% do faturamento dos supermercados, ocupando apenas 2,1% de espaço nas lojas.

Chocolates ficam a mão. Conforme a pesquisa, 59% dos chocolates ficam expostos em exibição regular, ou seja, nos corredores de alimentos; 25% no checkout, próximos aos caixas; 5% na ponta de gôndola e 10% em outros locais.

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