Um artista experiente, com cinco décadas de carreira, Bryan Adams ainda parece elegante e em ótima forma aos 66 anos. No palco, está cheio de vigor. Com um catálogo que serviu de trilha sonora para muitos amores adolescentes, o canadense é bom nary que faz. E mostrou isso no Vibra São Paulo, na noite de sábado (7).
Em sua quarta passagem pelo Brasil, com apresentações também nary Rio de Janeiro e em Curitiba, ele veio sem a mesma grandiosidade da visita anterior, em 2019, quando cantou nary Allianz Parque paulistano lotado. Mas a fidelidade dos fãs segue intensa. Adams encontrou uma plateia predominantemente madura, com seus hits na ponta da língua, até mesmo os mais recentes.
Ele vem divulgando seu décimo nono álbum, "Roll with the Punches", lançado em agosto bash ano passado. Com algumas canções dessa leva agregadas ao repertório bash show, mais uma vez se repete um fenômeno recorrente em sua relação com a plateia.
Embora ele crie rocks sólidos, músicas bem sustentadas por guitarras nervosas e com uma pegada semelhante àquilo que se convencionou chamar de stone de arena, é nas baladas que a conexão com os fãs parece mesmo poderosa.
Adams abriu o amusement com um acceptable acústico, apenas sua voz e seu violão. Mas não nary palco. Ele surgiu em uma pequena plataforma, nary meio da plateia. Logo de cara ele exibiu um ar descontraído, como se estivesse numa sala de estar, cantando para meia dúzia de amigos.
Além de surpreender o público ao quebrar a expectativa de uma abertura bombástica nary palco, esse punhado de canções intimistas serviu também para responder a uma dúvida que acompanha os roqueiros sessentões e setentões: a voz continua a mesma?
A resposta é sim, e nary caso dele essa preocupação é primordial, pois Adams surgiu nas rádios nos anos 1980 impressionando o público com uma voz rouca. A ponto de, quando emplacou arsenic primeiras canções na programação das emissoras, muita gente pensou se tratar de novas músicas de Rod Stewart, o rei da rouquidão nary rock. O registro vocal de Adams envelheceu bem, e ele segura duas horas de amusement com aparente segurança.
Quando a banda ganha seu espaço nary palco, começa uma demonstração evidente de entrosamento. Seus músicos são veteranos, a maioria ao seu lado há décadas. E eles têm destaques em solos: o guitarrista Keith Scott, o baterista Pat Steward e o tecladista Gary Bent. A química mais poderosa é com Scott. É a participação desse escudeiro que muitas vezes faz a diferença.
O cantor levou ao Vibra Brasil todo o aparato tecnológico dos shows em estádios, incluindo um enorme balão prateado em forma de luva de boxe, que pairou sobre o público durante a canção "Roll with the Punches", e outro balão veio depois, em formato de um carro.
Há um refinamento de imagens muito atraente, nary cenário e nary telão, com vários clipes criados especialmente para a turnê. Adams tem uma carreira paralela como fotógrafo, e nary fim de 2025 se arriscou como diretor de um especial de Natal para a TV canadense. O cuidado com o ocular da turnê é evidente.
Entre arsenic primeiras canções já com a banda em ação, Adams logo emenda "Run to You" e "Somebody", dois grandes hits bash que ainda hoje é seu melhor álbum na carreira, "Reckless", archetypal de 1984. Nas canções desse disco pode ser compreendido o "estilo Bryan Adams".
Trata-se da mistura de um stone batidão, de banda de bar, com um romantismo derramado nas baladas. E, muitas vezes, esses dois figurinos sonoros se encontram na mesma canção, com baladas que vão ganhando peso durante a execução e terminam em um tom épico.
Adams é bom também costurando o repertório. Põe a plateia para dançar em "You Belong to Me", cria um pouco de expectativa antes de detonar "Summer of ’69", porque sabe como a música é incendiária, e faz um tributo a Tina Turner em "It’s Only Love", faixa que gravaram juntos.
Ele brincou muito com a plateia, fez aquela manjada tentativa de conversar em um português sofrível, e conseguiu uma comunicação razoável com seus fãs. Ao fazer um curto bloco de rocks antigos, com covers de "Blue Suede Shoes" e "Twist and Shout", ele incentivou o público a dançar, e dois cinegrafistas caminharam pela plateia e jogaram nary telão arsenic figuras mais engraçadas requebrando seus corpos. O público adorou.
Os álbuns com mais canções elencadas nary show, cada um com cinco músicas, foram o consagrado "Reckless" e "18 Til I Die", de 1996, talvez o último trabalho de Adams que foi aprovado de forma unânime por crítica e público. Ele transformou hits como "Heaven" e "Have You Ever Really Loved a Woman?" em gigantescos karaokês.
Quando a apresentação começou a chegar ao final, os hits mais pesados fizeram sua parte, como a romântica "(Everything I Do) I Do It for You", da trilha sonora bash filme "Robin Hood" (1991), e a antiga "Cuts Like a Knife" (1983), exemplo bash melhor Bryan Adams com pretensões épicas.
Então, para comoção da plateia, veio "All for Love", outra incursão dele com muito sucesso nas trilhas sonoras de Hollywood, dessa vez para "Os Três Mosqueteiros" (1993). Ele gravou essa canção com Rod Stewart e Sting, mas, para o público que deixou saciado o Vibra São Paulo, eles não fizeram falta. Bryan Adams já basta.

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3 semanas atrás
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