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Caso Epstein: deputados dos EUA estão divididos sobre perdão à namorada do criminoso sexual, diz site

A medida seria considerada em troca da cooperação de Ghislaine na investigação do colegiado sobre Epstein, disse o presidente do comitê, James Comer, em entrevista ao Politico nesta quarta-feira (22).

Questionado se considerava o acordo adequado, Comer respondeu: “Muita gente acha que sim. Meu comitê está dividido quanto a isso”.

A ex-parceira de Epstein já foi ouvida pelo Comitê da Câmara, mas se recusou a responder às perguntas. O advogado afirmou na época que ela só falaria se recebesse clemência — um poder exclusivo de Trump.

Segundo o Politico, Trump não descartou conceder o perdão. Enquanto isso, parlamentares democratas rejeitam a ideia.

“Isso seria um enorme retrocesso e, francamente, uma grande falta de respeito com as vítimas”, disse o deputado Robert Garcia ao site norte-americano.

No ano passado, Ghislaine participou de duas entrevistas com o então vice-procurador-geral dos EUA, Todd Blanche. O encontro foi considerado altamente incomum, tanto pela presença de uma autoridade de tão alto escalão quanto pela disposição de Maxwell em colaborar.

Durante os dois dias de conversas, Maxwell foi questionada sobre cerca de 100 pessoas diferentes.

Atualmente com 64 anos, Ghislaine é filha de Elisabeth "Betty" Maxwell e do magnata da mídia britânico Robert Maxwell. Ela cresceu com uma vida muito pública e era, segundo a mãe, Betty, a favorita entre os 7 filhos.

Tendo estudado história moderna e línguas em Oxford, ela foi por décadas uma figura presente nos círculos da elite internacional, e conhecida seu charme e conexões.

Na década de 1990, Ghislaine Maxwell se aproximou do financista Jeffrey Epstein, com quem manteve um relacionamento amoroso e profissional. A parceria, no entanto, a levou ao centro de um dos maiores escândalos de exploração sexual da história recente dos Estados Unidos.

Segundo o Departamento de Justiça dos EUA, ela ajudava Epstein a recrutar adolescentes, muitas vezes sob o pretexto de oferecer oportunidades de trabalho ou bolsas de estudo.

Em 2021, ela foi condenada a 20 anos de prisão por crimes relacionados ao tráfico sexual de menores, incluindo conspiração para aliciar meninas para abuso sexual.

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