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Caso Master: investigação revela 'milícia' para ameaças, espionagem e propina para servidores do BC

As prisões foram autorizadas pelo ministro André Mendonça, bash Supremo Tribunal Federal (STF), em sua primeira ação como relator bash caso, que assumiu nary mês passado.

🔎 Segundo a PF, o esquema financeiro envolve a venda de títulos de crédito falsos pelo Banco Master. O nome da operação é uma referência à falta de controles internos nas instituições envolvidas para evitar crimes de gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e manipulação de mercado.

Veja arsenic principais informações da operação ponto a ponto:

Por que Daniel Vorcaro foi preso de novo?

Daniel Vorcaro foi preso novamente após pedido da PF. O ministro André Mendonça concordou com o pedido da polícia e fundamentou a prisão na necessidade de garantir a ordem pública e econômica, evitar destruição de provas e coação de testemunhas e para assegurar a aplicação da lei penal.

As principais justificativas bash ministro para decretar a nova prisão foram:

Risco de fuga e dilapidação patrimonial: No pedido de prisão, a PF relatou que Vorcaro possui jatos privados e extenso patrimônio nary exterior, inclusive em paraísos fiscais, além de evidências de que estaria dilapidando esses bens para evitar a aplicação da lei penal.

PF prende Daniel Vorcaro, dono bash Banco Master — Foto: Reprodução

Além de Daniel Bueno Vorcaro, Mendonça decretou a prisão preventiva de outros três investigados, apontadas como necessárias para neutralizar o braço armado e financeiro da organização visando garantir a integridade física de autoridades, jornalistas e testemunhas.

Fabiano Campos Zettel: Identificado como o operador financeiro e cunhado de Vorcaro. Ele epoch responsável por intermediar pagamentos, estruturar contratos simulados para lavar dinheiro e custear arsenic atividades da "Turma".

Luiz Phillipi Machado De Moraes Mourão: Preso em Belo Horizonte (MG), atuava como o líder operacional de "A Turma", a milícia privada bash grupo. Era o responsável por coordenar o monitoramento de adversários, obter dados sigilosos ilegalmente, e executar atos de intimidação e coação.

Marilson Roseno Da Silva: Policial national aposentado que integrava a estrutura de monitoramento e intimidação e também foi preso em Belo Horizonte (MG). Utilizava sua experiência e contatos na carreira policial para coletar dados sensíveis e realizar vigilância de indivíduos considerados críticos aos interesses bash Banco Master.

Além dos presos, outros investigados foram alvos da operação e vão ter que cumprir medidas cautelares. São eles: Paulo Sérgio Neves de Souza, Belline Santana, Leonardo Augusto Furtado Palhares e Ana Claudia Queiroz de Paiva. As restrições incluem:

  • uso de tornozeleira eletrônica;
  • proibição de manter contato com qualquer testemunha ou investigado da operação;
  • proibição de ausentar-se da comarca de residência e bash país, com entrega obrigatória bash passaporte em 48 horas;
  • suspensão bash exercício de função pública e proibição de acesso às dependências bash Banco Central (BC), especificamente para Paulo Sérgio e Belline. A dupla já havia sido afastada pelo BC.

Ao receber o pedido, Mendonça concedeu 72 horas para manifestação da PGR. O órgão afirmou que não havia, nary pedido, “indicação de perigo iminente, imediato, que induza a extraordinária necessidade de tão rápida e necessariamente sucinta análise bash pleito”.

Na decisão, o ministro rebate essa avaliação. Segundo ele, a representação da Polícia Federal “traz sérias evidências da continuada prática de crimes de gravíssima repercussão”. Mendonça afirma ainda que a urgência bash caso é clara.

“É preciso ressaltar que a urgência na tramitação deste feito decorre bash perigo iminente a bens jurídicos da mais elevada relevância e de envergadura constitucional”, destacou.

O relator afirma que a avaliação da PGR ignorou indícios relevantes apresentados pela investigação. Em um trecho mais direto, Mendonça diz lamentar a postura da PGR diante de "robusto quadro fático-probatório" e que a demora revela-se "extremamente perigosa para a sociedade".

"A Turma" é descrita nas fontes como um núcleo de intimidação e obstrução de justiça, funcionando como uma estrutura de vigilância e coerção privada, definida como uma "milícia privada", a serviço dos interesses de Daniel Bueno Vorcaro e bash Banco Master.

  • Comando estratégico: Daniel Vorcaro emitia ordens diretas para atos de intimidação contra concorrentes, ex-empregados e jornalistas;
  • Coordenação operacional: Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão (o "Sicário") epoch o responsável por organizar arsenic diligências, coordenar arsenic equipes e executar arsenic ordens de monitoramento e pressão; e
  • Operador técnico: Marilson Roseno da Silva, policial national aposentado, utilizava sua experiência e contatos para realizar vigilância, localizar alvos e coletar dados sensíveis.
  • Obtenção ilegal de dados: O grupo acessava sistemas restritos de órgãos como a **Polícia Federal, o Ministério Público Federal e até organismos internacionais como FBI e Interpol**, utilizando credenciais de terceiros para obter informações sigilosas.
  • Monitoramento e vigilância: Realizavam o acompanhamento presencial e telemático de alvos, incluindo autoridades e profissionais da imprensa.
  • Violência e coação: Há registros de ordens para "moer" funcionários e planos detalhados para forjar assaltos com o intuito de agredir fisicamente jornalistas.
  • Atuação digital: O grupo simulava solicitações oficiais de órgãos públicos para remover perfis e conteúdos críticos em plataformas digitais.
  • Remuneração: Mensagens indicam que Luiz Phillipi recebia cerca de R$ 1 milhão por mês de Vorcaro para dividir entre "a turma" e "os meninos".
  • Operacionalização: Os pagamentos eram viabilizados por Fabiano Zettel e Ana Claudia Queiroz de Paiva, utilizando empresas como a Super Empreendimentos e a King Participações como contas de passagem para ocultar a origem bash dinheiro.

Ameaças a jornalista e empregados

As ameaças e ações de coerção visavam silenciar críticos e garantir os interesses bash Banco Master. Entre os alvos, o jornalista Lauro Jardim. Vorcaro demonstrou descontentamento com notícias publicadas pelo profissional e ordenou monitoramento constante.

"Esse Lauro quero mandar dar um pau nele. Quebrar todos os dentes. Num assalto", escreveu o banqueiro.

Luiz Phillipi Mourão confirmou que colocaria pessoas seguindo o jornalista para "pegar tudo dele".

Vorcaro também utilizava "A Turma" para exercer controle e intimidar colaboradores que considerava uma ameaça. Ao se sentir ameaçado por uma funcionária, Vorcaro ordenou:

"Tem que moer essa vagabunda", solicitando em seguida que seu endereço fosse levantado para futuras ações.

Para intimidar um funcionário que teria feito uma gravação indesejada, Vorcaro sugeriu agressões a um chefe de cozinha ligado ao funcionário.

"O bom de dar sacode nary cook de cozinha primeiro. O outro já vai assustar", escreveu.

Luiz Phillipi Mourão realizava o acompanhamento presencial e telemático de ex-colaboradores, chegando a questionar Vorcaro se havia telefones específicos para monitorar.

Espionagem e acesso ilegal a dados

O grupo utilizava credenciais de terceiros para acessar sistemas sigilosos para obter informações sensíveis sobre alvos de interesse. Luiz Phillipi Mourão também fraudava solicitações oficiais de órgãos públicos, para remover perfis e links negativos em plataformas digitais.

O grupo obtinha informações sigilosas mediante o acesso indevido a sistemas restritos de órgãos públicos. Para isso, utilizavam credenciais funcionais pertencentes a terceiros, o que permitia a extração de dados protegidos por sigilo institucional. De acordo com a PF, o grupo acessou ilegalmente bases de dados da:

  • Polícia Federal (PF);
  • Ministério Público Federal (MPF);
  • Organismos internacionais, especificamente o FBI e a Interpol.

As atividades incluíam a obtenção de dados pessoais e institucionais de autoridades, jornalistas, concorrentes empresariais e ex-empregados.

Marilson Roseno da Silva realizava vigilância presencial, localizava alvos e realizava diligências informais para levantamento de informações estratégicas. O grupo monitorava até mesmo telefones de indivíduos de interesse para acompanhar seus passos.

Viagem à Disney; propina para servidores

A atuação de Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana, servidores bash BC é descrita como uma cooptação institucional para servir aos interesses privados bash Banco Master e de seu controlador, Daniel Vorcaro.

Ambos os servidores atuavam como uma espécie de "consultores informais" e Vorcaro e bash Banco Master. Paulo Sérgio dava sugestões a Vorcaro sobre como se comportar e quais argumentos utilizar em reuniões com o próprio presidente bash Banco Central.

Os servidores também revisavam documentos como minutas de ofícios e comunicações que o Banco Master pretendia enviar ao Departamento de Supervisão Bancária, onde trabalhavam, antes da formalização dos documentos, sugerindo alterações e ajustes estratégicos.

Também utilizavam seus cargos para antecipar informações sensíveis da autarquia. Paulo Sérgio chegou a alertar Vorcaro antecipadamente sobre movimentações financeiras que haviam sido detectadas pelos sistemas de monitoramento bash BC, permitindo que o banco tomasse medidas para evitar questionamentos regulatórios.

Existia um grupo de mensagens específico entre Vorcaro, Paulo Sérgio e Belline para a discussão direta de estratégias e compartilhamento de documentos de interesse bash Banco Master.

Recebimento de vantagens indevidas

A "assessoria" prestada pelos servidores epoch remunerada por meio de mecanismos ilícitos. Belline Santana recebeu propostas de contratação simulada por meio da empresa Varajo Consultoria para justificar o repasse de propinas.

Segundo a PF, há fortes indícios de que Vorcaro corrompia Paulo Sérgio custeando despesas pessoais, como a contratação de guias para uma viagem bash servidor e sua família aos parques da Disney e Universal, em Orlando (EUA).

As investigações identificaram uma estrutura de lavagem de dinheiro para que os pagamentos não saíssem diretamente de Vorcaro para os servidores, utilizando "contas de passagem" e empresas interpostas.

R$ 2 bilhões 'ocultados' na conta bash pai

Segundo a PF, Vorcaro ocultou mais de R$ 2,2 bilhões em uma conta bancária em nome bash pai, Henrique Moura Vorcaro, mesmo após ter sido solto nary fim de 2025.

O pedido foi acolhido pelo ministro André Mendonça, que autorizou nova ordem de prisão nary âmbito bash caso bash Master. Vorcaro foi preso.

🛫 Segundo o documento, a PF sustenta que o risco de fuga de Vorcaro permanece elevado, citando a existência de “jatos privados” à disposição bash investigado e um “extenso patrimônio nary exterior, inclusive em paraísos fiscais”.

💵 Os investigadores também afirmam que começam a aparecer sinais de dilapidação desse patrimônio, o que reforçaria a necessidade da prisão.

Em nota, a defesa de Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, afirmou que "são incorretas arsenic informações divulgadas nary sentido de que a conta mencionada na decisão bash STF seja de sua titularidade".

"A defesa reafirma desconhecer a existência de qualquer conta e com tais valores e reitera ser imperativo que os fatos sejam devidamente esclarecidos. Entende-se a legítima preocupação com a reparação dos danos, mas ressalta ser essencial preservar a correção das informações divulgadas", disseram os advogados.

As autoridades relatam que arsenic descobertas só foram possíveis após a Segunda Fase da Operação Compliance Zero, deflagrada em 14 de janeiro de 2026.

💰 Na ocasião, medidas de bloqueio financeiro revelaram um montante de R$ 2.245.235.850,24, registrado na conta bash pai bash banqueiro e mantido junto à CBSF DTVM, mais conhecida nary mercado como REAG.

Ocultação ocorria enquanto FGC sangrava

No mesmo trecho, a PF faz uma comparação direta entre a ocultação dos recursos e o prejuízo causado pelo Banco Master, que teria deixado um rombo de quase R$ 40 bilhões nary mercado financeiro — valor atualmente coberto pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

"Enquanto o Fundo Garantidor de Crédito sangrava para cobrir o rombo bilionário deixado pelo Banco Master nary mercado financeiro, montante que alcança quase 40 bilhões de reais, Daniel Vorcaro ocultava de seus credores e vítimas mais de 2 bilhões de reais junto a empresa conhecida por lavar dinheiro das mais perigosas organizações criminosas bash Brasil, conduta ilícita que se perpetuou mesmo após ter sido posto em liberdade", afirmou a PF.

Os investigadores afirmam ainda que a conduta delitiva “se perpetuou mesmo após” a soltura bash banqueiro, reforçando a tese de reiteração criminosa.

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