A dúvida se espalhou entre usuários nas redes sociais e fóruns de tecnologia: afinal, o ChatGPT vai acabar? A questão foi levantada após a OpenAI anunciar, nesta quinta-feira (29), que o GPT-4o e outros modelos antigos da inteligência artificial (IA) serão desativados. Versões como GPT-4.1, GPT-4.1 mini, o4-mini e as modalidades Instant e Thinking do GPT-5 também estão entre as que serão descontinuadas. A decisão levantou receios sobre perda de acesso, fim de funcionalidades e até encerramento do serviço.
No entanto, a própria empresa esclareceu que o ChatGPT continuará ativo e que a mudança faz parte de uma reorganização técnica. A prática é comum em empresas de tecnologia. Modelos antigos saem do catálogo para que a plataforma concentre recursos em versões mais novas, mais usadas e consideradas mais eficientes, sem exigir qualquer ação dos usuários. A seguir, saiba mais sobre as atualizações do ChatGPT e veja como as mudanças afetam os usuários.
ChatGPT vai acabar? GPT-4o e outros modelos estão com os dias contados — Foto: Marcela Franco/TechTudo Apesar do fim de modelos antigos, o ChatGPT em si não está sendo descontinuado. O serviço segue ativo, o que muda é a tecnologia em uso por trás dele. Em vez de várias opções antigas, o seletor de modelos vai concentrar nas famílias mais novas (como GPT-5.1 e GPT-5.2), que a OpenAI diz terem maior adoção dos usuários e melhor desempenho. A OpenAI reforçou que a decisão se deve mais a uma organização interna de recursos do que qualquer possibilidade de fim do serviço. Além disso, o GPT-4o não foi simplesmente descartado. O comportamento, os padrões de uso e os feedbacks gerados durante o período em que o modelo esteve ativo foram incorporados no treinamento das versões mais recentes.
Por que o GPT-4o virou o centro da discussão
O GPT-4o se tornou um dos modelos mais usados da plataforma, especialmente entre usuários que recorrem à ferramenta para escrita, brainstorming, estudos e tarefas criativas. Um dos principais motivos era o estilo de resposta mais fluido e humanizado, além da continuidade de raciocínio em diálogos longos. A polêmica começou quando, com a chegada do GPT-5, a versão anterior foi removida do seletor de modelos do ChatGPT. A mudança gerou reação negativa, com usuários relatando queda na qualidade percebida das respostas. Diante do feedback, a OpenAI chegou a restaurar o acesso ao GPT-4o temporariamente para usuários Plus e Pro.
O episódio levou o próprio Sam Altman, CEO da OpenAI, a comentar publicamente a situação, destacando que usuários criam apego emocional a modelos específicos e que retirar o GPT-4o do catálogo foi um erro. Ele também reconheceu que falhas no seletor automático, que deveria direcionar cada conversa para o modelo mais adequado, geraram rejeição ao GPT-5.
O que muda para quem usa o ChatGPT no dia a dia
Na prática, a mudança anunciada pela OpenAI não exige nenhuma ação do usuário. Não há necessidade de ajustar configurações nem escolher manualmente um novo modelo. A transição será automática, ou seja, conforme os modelos antigos forem desativados, o serviço passará a operar com versões mais recentes, como GPT-5.1 e GPT-5.2, que, segundo a empresa, foram ajustadas justamente para responder a críticas feitas durante a transição anterior.
Atualizações do ChatGPT serão automáticas, não exigindo que o usuário faça qualquer modificação — Foto: Reprodução/Freepik Entre as melhorias prometidas estão respostas com mais personalizadas, maior sensibilidade ao contexto da conversa e melhor desempenho em tarefas criativas, como escrita, organização de ideias e geração de textos com tom mais natural. Além disso, o ChatGPT promete oferecer mais opções de personalização, permitindo que o usuário influencie o estilo das respostas de forma mais consistente.
Por que empresas aposentam modelos de IA
Aposentar versões antigas é parte de um ciclo comum na tecnologia. É uma forma de reduzir complexidade, concentrar investimentos em inovações e evitar duplicação de manutenção. Manter muitas variantes de modelos consome muito recursos significativos de infraestrutura, engenharia e suporte e pode aumentar a confusão dos usuários. Consolidar modelos ajuda a padronizar as experiências e garante mais foco em funcionalidades populares.
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