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China já pensa em 2035 e vê empresas como 'verdadeira escola', diz autor

O Brasil não tem sistema de formação em massa. A solução seria formar formadores, como pesquisadores de ponta, treinar equipes locais, criar massa crítica.

O Brasil, na sua visão, ainda pensa com categorias de um mundo anterior. Por isso, é difícil prever onde o país estará em dez anos. Em contraste, a China opera com "big strategy" (estrategicamente) e horizonte longo.

"A agricultura e engenharia de alimentos podem ser esse caminho. O Brasil domina commodities, mas poderia avançar para a engenharia de alimentos, área estratégica onde a China tem interesse e o Brasil tem vocação natural", diz.

Embora a inteligência artificial concentre atenções, Yuan aponta a bioengenharia como outra fronteira emergente. "A bola da vez é edição genética, biotecnologia médica, interfaces cérebro-máquina, agricultura do futuro", afirma. Mesmo reconhecendo seus limites de conhecimento no tema, Yuan aposta que, em qualquer indústria guiada por tecnologia, a China tende a dominar por escala, coordenação e velocidade de execução.

No mundo de hoje, principalmente na era da IA, nada anda sem energia abundante e barata. E os chineses entenderam isso perfeitamente. Nas últimas décadas, eles ergueram uma infraestrutura energética colossal, com megahidrelétricas, parques solares gigantescos, usinas nucleares, garantindo eletricidade para fábricas e cidades sem interrupções. Energia é a base invisível da competitividade chinesa.

Yuan revela que os melhores estudantes começam a escolher carreiras no governo, assim o futuro corpo diplomático tende a entender economia, comércio e estratégia empresarial de forma muito mais sofisticada. Futuros embaixadores compreenderão negócios. Essa é uma transformação interna do Estado chinês que pode alterar profundamente como a China se relaciona com o mundo.

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