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Com guerra, inflação avança e eleva em quase 1 ponto projeções para 2026

Antes da eclosão do conflito, a variação do IPCA no fim do ano, nas previsões de Romão, ficaria em 4%, acima do centro da meta, fixado em 3%, mas dentro do intervalo de tolerância.

Agora, Romão projeta alta da inflação em torno do teto do intervalo de tolerância, mês a mês, até dezembro. O pico se daria em agosto, com o IPCA avançando quase 5%.

Transportes e alimentos são mais afetados

De acordo com essas projeções, a guerra no Oriente Médio adicionaria, portanto, 0,82 ponto percentual à inflação prevista antes do conflito. Dois grupos do IPCA — Transportes e Alimentação e Bebidas — seriam responsáveis por praticamente toda a alta adicional. Transportes, com inflação no ano passando de 3,3% para 5,4%, contribuiria com 0,43 ponto percentual para a alta geral, enquanto Alimentação responderia por elevação adicional de 0,37 ponto.

Transportes, diretamente pressionados pela alta nos preços do petróleo, registraram elevação de 1,65% em março, com óbvio maior peso em combustíveis, com alta de 4,4% no mês. O preço da gasolina, que aumentara 0,61% em fevereiro, subiu 4,6% em março. Mais forte ainda foi a alta no diesel, que escalou de uma elevação de 0,23% em fevereiro para 14% em março.

Preços dos alimentos foram afetados pela redução sazonal na oferta de alguns produtos, mas principalmente pela explosão de preços de combustíveis, notadamente o diesel. Preços da alimentação no domicílio registraram alta expressiva de quase 2% em março.

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