“Vamos governar a Venezuela até que possamos fazer uma transição segura, adequada e sensata. Não queremos que outra pessoa assuma o poder e a situação permaneça a mesma dos últimos anos. Portanto, vamos governar o país.”
Trump mostrou veemência em outro recado ameaçador, aparentemente dirigido a Cuba: “O que aconteceu com Maduro pode acontecer com outras pessoas que não sejam justas com suas populações.”
Não há dúvidas sobre a ferocidade do regime protagonizado por Nicolás Maduro contra instituições estatais e opositores e a condução de eleições fraudulentas para permanecer no cargo. Mas o ataque americano desta madrugada atropela o direito internacional, estabelece um precedente perigoso para a região e põe na defensiva os demais países que não se alinham aos interesses do atual ocupante da Casa Branca.
Donald Trump acompanhou em tempo real a operação que levou à captura de Nicolás Maduro. — Foto: Reprodução/X
No caso da Venezuela, os interesses ideológicos se misturam aos comerciais, dada a insistência do presidente americano em ressaltar os lucros que os EUA obterão com o acesso ao petróleo.
Trump foi evasivo sobre como pretende administrar a transição na Venezuela, que equivale, em última análise, a uma nova ocupação dos EUA em um país estrangeiro, a exemplo do que ocorreu no Afeganistão e no Iraque.
Há um complicador a mais: a embaixada em Caracas está fechada desde 2019, sem pessoal ou estrutura disponível, o que poderá forçar o governo a transferir tropas para o país.
“Ela não tem apoio interno nem respeito. É uma mulher muito simpática, mas não tem o respeito que merece na Venezuela.”
Trump faz pronunciamento à imprensa após ataque à Venezuela e captura de Maduro — Foto: Reuters/Jonathan Ernst
Entre tantas dúvidas que persistem sobre o fim de Maduro na Venezuela e o futuro do país, há uma certeza: venceu a linha dura do governo Trump, conduzida pelo secretário de Estado, Marco Rubio. Desde que o Caribe virou palco de ataques dos EUA a embarcações venezuelanas, ele não escondia o objetivo principal: a mudança de regime e a derrocada do chavismo, há mais de duas décadas no poder.
Os chamados “falcões de Miami”, liderados por Rubio, rejeitavam uma saída diplomática na Venezuela e defendiam que ela deveria ser imposta. A tese prevaleceu na decisão do presidente americano, como o mundo pôde constatar nesta madrugada. Mas, a contar pelo entusiasmo de Trump, a motivação parece ter sido meramente comercial.

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