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Comércio cresce 1,6% em 2025, 9º ano de expansão, mas desacelera ante 2024

Desempenho anual em 2025 teve expansão de sete de oito grupos. Dentre os destaques positivos, apresentaram crescimento as atividades de móveis e eletrodomésticos (+4,5%), artigos farmacêuticos e de perfumaria (+4,5%), com destaque para eletrodomésticos (+7,5%), e equipamentos e materiais de escritório (+4,1%). Único recuo na base de comparação anual foi registrado por livros, jornais e papelaria. Um subgrupo, o de móveis, também teve retração: móveis (-4,3%).

Comércio varejista ampliado teve crescimento de apenas 0,1% em 2025. Quando incluídas as atividades de material de construção, de veículos e ainda de atacado alimentício, o resultado do comércio brasileiro foi ainda menor que o de 2024 (3,7%). Ainda assim, setorialmente, sete das onze atividades acumularam ganhos em 2025: artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (4,5%), móveis e eletrodomésticos (4,5%), equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (4,1%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (2,2%), tecidos, vestuário e calçados (1,3%), hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,8%) e combustíveis e lubrificantes (0,6%).

Ao longo do ano de 2025, o varejo registrou uma performance em dois trilhos, em que a ponta mais sensível ao crédito saiu perdendo devido aos juros elevados, apesar de alguns resultados positivos em sondagens anteriores. Estimo que essa parcela do varejo caiu 0,2% em relação a 2024, enquanto o varejo mais sensível à renda registrou alta de 1,1%. Maykon Douglas, economista

Comércio desacelerou na reta final do ano. No desempenho mensal comparado ao mês anterior, o comércio brasileiro teve queda em seis dos oito setores. A variação de -0,4% no volume de vendas do comércio varejista de dezembro para novembro para dezembro de 2025, foi puxada pelos grupos artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (-5,1%), livros, jornais, revistas e papelaria (-2,0%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (-1,8%), móveis e eletrodomésticos (-0,7%), tecidos, vestuário e calçados (-0,4%) e hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,3%).

Apenas dois dos oito grupamentos pesquisados não registraram taxa negativa em dezembro. Tiveram crescimento os grupos equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (6,0%) e combustíveis e lubrificantes (0,3%). Já no varejo ampliado, os grupos veículos e motos, partes e peças e material de construção caíram: -2,4% e -2,8%, respectivamente.

Para 2026, o varejo seguirá condicionado a um ambiente doméstico desafiador, no qual as taxas de juros elevadas continuarão exercendo pressão negativa. Contudo, a aprovação da reforma do Imposto de Renda, a expansão do crédito consignado privado, a expansão das transferências sociais, medidas de estímulo do governo e o aumento do salário mínimo acima da inflação devem ampliar a renda disponível das famílias, impulsionando o consumo ao longo do ano e trazendo uma perspectiva de maior crescimento em relação ao ano passado. Rafael Perez, economista da Suno Research

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