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Como um shutdown fez florescer um romance secreto entre um presidente dos EUA e estagiária há 30 anos

Quando Clinton assumiu a Presidência, em 1993, os democratas tinham maioria na Câmara e no Senado, o que facilitou a aprovação da agenda do governo democrata.

No ano seguinte, os republicanos retomaram o controle da Câmara pela primeira vez em 40 anos. Com poder, a oposição prometeu rever programas sociais lançados por Clinton, o que abriu uma disputa direta com a Casa Branca.

Enquanto esse embate avançava, o gabinete presidencial selecionava novos estagiários. Entre os escolhidos estava Monica Lewinsky, estudante de psicologia de 22 anos, que passou a atuar no escritório do chefe de gabinete.

Em 14 de novembro de 1995, o governo entrou em shutdown por falta de consenso no Congresso. A paralisação durou seis dias e colocou 800 mil funcionários públicos não essenciais em licença até a retomada do orçamento. Parte da equipe da Casa Branca também deixou o trabalho temporariamente.

Para manter as operações mínimas, o governo passou a contar com estagiários, que não recebem salário. Eles assumiram tarefas antes realizadas por servidores e passaram a circular em áreas da Casa Branca onde normalmente tinham acesso mais limitado.

Foi nesse período que Monica Lewinsky teve contato mais frequente com o presidente.

  • Segundo o relato de Lewinsky, no segundo dia da paralisação, ela e Clinton passaram o dia trocando olhares.
  • À noite, conversaram, e ela afirmou que sentia atração por ele.
  • Os dois foram para uma sala privada atrás do Salão Oval, onde ocorreu o primeiro encontro íntimo.

Bill Clinton se envolveu em um escândalo sexual com Monica Lewinsky — Foto: AFP

O Congresso chegou a um acordo ainda naquela semana, e os funcionários voltaram ao trabalho. Lewinsky permaneceu como estagiária e continuou próxima do presidente. A relação durou cerca de um ano e meio.

O caso só se tornou público em janeiro de 1998, mais de três anos depois da paralisação. O episódio abriu uma crise política e levou à abertura de um processo de impeachment contra Clinton. Ele foi inocentado das acusações e concluiu o mandato em janeiro de 2001.

Em um primeiro momento, o presidente negou o relacionamento com a estagiária. Mais tarde, admitiu o caso. A ex-primeira-dama Hillary Clinton perdoou o marido.

Em 2014, em entrevista à revista Vanity Fair, Monica Lewinsky afirmou que se arrepende do relacionamento. Segundo ela, o caso foi consensual, mas resultou em abuso posterior por ela ter sido transformada em “bode expiatório” para proteger a posição de poder do presidente.

“Fui a mulher mais humilhada do mundo”, declarou ela em outra entrevista à NBC. “Ser chamada de idiota, vadia, perua, miolo mole e ser mostrada fora do contexto foi angustiante.”

Recentemente, a administração de Donald Trump incluiu o episódio em uma galeria da Casa Branca que relembra eventos marcantes da sede do governo. No site oficial, o caso aparece descrito como um “escândalo” que levou à abertura de investigações.

Monica Lewinsky com o presidente Bill Cliton — Foto: Casa Branca

O governo dos Estados Unidos está paralisado desde 1º de outubro. No centro do impasse está a saúde. Os democratas, opositores do presidente Donald Trump, afirmam que só aprovarão o projeto se programas de assistência médica forem prolongados.

Para aprovar o orçamento, o governo precisa de 60 votos no Senado. No entanto, apenas 53 senadores são do mesmo partido do presidente.

Trump tem colocado a culpa da paralisação nos democratas. Nas redes, contas do governo afirmam que a oposição escolheu o "caos" e está prejudicando o país.

Enquanto isso, vários serviços estão parados. O governo demitiu funcionários públicos e congelou o pagamento de benefícios. Servidores federais de áreas essenciais continuam trabalhando sem receber.

Mais recentemente, o Departamento de Transportes determinou o cancelamento de centenas de voos por falta de controladores e de funcionários de segurança do setor aéreo.

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