O Conselho de Ética do Senado encerrou o ano de 2025 sem uma única reunião. O colegiado, em tese responsável pela "preservação da dignidade do mandato parlamentar", não foi sequer instalado no ano passado —sessão inaugural que define o presidente e o vice para que a comissão comece a funcionar de fato.
A última reunião do conselho foi realizada em julho de 2024 (a única daquele ano), sem grandes desdobramentos. Em 2023, os senadores se reuniram apenas duas vezes, também sem punir nenhum colega.
O caso mais inusitado de 2025 envolveu o senador Marcos do Val (Podemos-ES), alvo do STF (Supremo Tribunal Federal) pela divulgação de um relatório sigiloso da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) e por uma campanha nas redes sociais contra Alexandre de Moraes e os policiais federais que investigaram a tentativa de golpe de Estado.
Para reverter as medidas cautelares impostas por Moraes, como o uso de tornozeleira eletrônica e o bloqueio das redes sociais, a cúpula do Senado se comprometeu a suspender o mandato de Do Val, driblando o Conselho de Ética, aos moldes do que havia sido feito na Câmara dos Deputados.
Por fim, porém, parlamentares selaram um acordo com Do Val para que ele pedisse licença de saúde por quatro meses. Moraes devolveu as redes sociais, mas o senador reassumiu o mandato dois meses antes do combinado com os colegas e ficou sem qualquer punição.

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20 horas atrás
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