Nos Estados Unidos, o encontro é do Fomc (Federal Open Market Committee). O comitê reúne os diretores do Fed com direito a voto nas decisões sobre juros, que se reúnem oito vezes por ano, também em agenda de dois dias, às terças e quartas-feiras. A decisão é divulgada à tarde, às 15h30 (horário de Brasília). Neste ano, as datas de reuniões de política monetária do Fed só não coincidem com as do Banco Central brasileiro em agosto e novembro.
Juros altos no radar
Nos Estados Unidos, a maior aposta é na manutenção dos juros. A atual taxa de referência, que está numa faixa entre 3,5% e 3,75% ao ano, deve ser mantida, segundo projeta a maioria dos agentes econômicos. Será a primeira reunião do Fed sob comando de Kevin Warsh, indicado por Donald Trump, que tem defendido cortes de juros. Entretanto, com a inflação ao consumidor superando a taxa de 4%, maior patamar em três anos, e os baixos níveis de desemprego, o Banco Central norte-americano deve optar pela cautela e manter estável a taxa, como fez nos últimos três encontros de política monetária no país.
"A inflação acumulada nos Estados Unidos segue em níveis historicamente elevados e indicadores recentes mostram economia resiliente e um mercado de trabalho aquecido. Além disso, novas medidas comerciais do governo Donald Trump podem estimular a antecipação de consumo, importações e investimentos, adicionando novas pressões inflacionárias ao cenário. Assim, o Fed deve manter os juros inalterados", André Galhardo Fernandes, economista-chefe da Análise Econômica.
No Brasil, ainda prevalece a expectativa de terceiro corte seguido da Selic. Para a maior parte de profissionais e investidores do mercado brasileiro, o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central vai reduzir a taxa básica de juros de 14,50% para 14,25% ao ano, repetindo as decisões tomadas nas duas últimas reuniões, em março e abril.
"Choques globais de oferta persistem mesmo com a queda recente nos preços do petróleo, a atividade doméstica reacelerou em meio a medidas de equilíbrio do governo, e a taxa de câmbio parou de apreciar. O Copom não deve indicar explicitamente que o ciclo de redução dos juros terminou, mantendo espaço para cortes adicionais, caso o cenário evolua de modo favorável. Porém, deve retirar menções a 'próximos passos da calibração dos juros', sugerindo que uma pausa pode ocorrer em breve", Caio Megale, economista-chefe da XP.

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