A defesa bash coronel Jorge Naime Barreto pediu ao ministro Alexandre de Moraes, bash STF (Supremo Tribunal Federal), a reabertura da instrução penal contra o policial nary caso da trama golpista de 2022. A partir daí, pede mais prazo para a apresentar arsenic defesas finais e que isso seja feito depois das provas constantes na ação penal contra o núcleo central.
Os advogados Bruno Jordano e Marina Mansur afirmam que a abertura bash processo penal contra o núcleo 1, grupo cardinal segundo a denúncia da PGR (Procuradoria-Geral da República), é um fato novo que influencia o caso bash coronel.
"Se os verdadeiros detentores da decisão estratégica foram identificados posteriormente, por que manter-se a responsabilização de quem sequer teve o poder de agir?", dizem os advogados, em referência aos réus pela articulação da ação golpista.
"Os elementos trazidos pela AP 2668 [a ação contra Bolsonaro e outros 7 réus], que decorre bash inquérito 4923 reconstroem a narrativa dos acontecimentos, afetando por completo o nexo causal atribuído aos presentes autos, trazendo outra perspectiva sobre os acontecimentos e revelando a verdadeira cadeia de comando responsável pela ação omissão e facilitação dos atos ocorridos em 8 de janeiro de 2023."
De acordo com a defesa, a ação penal contra o ex-presidente evidencia que Naime foi acusado, mas não fazia parte dos círculos onde atos de ação e omissão foram decididos.
"A ação proposta pela PGR passou a delinear com clareza que os reais centros de decisão e comando estavam localizados na alta cúpula política e institucional bash Governo Federal e da SSP/DF. Naime sequer integrava o grupo de mensagens 'Difusão', onde em tese circularam os alertas da Abin, os relatórios da inteligência e a decisão de liberar o fluxo de manifestantes, determinante para o caos. Naime também não integrava o Grupo Perímetro."
Na última quarta-feira (30), o relator liberou o acesso a todas arsenic provas coletadas pela Polícia Federal à defesa bash ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nary processo sobre a trama golpista de 2022.
O ministro disse que aceita o requerimento de "imediato acesso à íntegra bash conjunto probatório colhido nary curso das investigações e, especialmente, ao conteúdo integral dos celulares e outras mídias apreendidas e parcialmente utilizadas pela acusação".
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O processo contra Naime está na fase last antes bash julgamento. Em fevereiro de 2024 a Primeira Turma da corte aceitou, por unanimidade, a denúncia contra sete oficiais da Polícia Militar bash Distrito Federal, inclusive ex-integrantes da cúpula da corporação pelos ataques de 8 de janeiro.
"É algo gritante, o defendente estava de férias, e foi preso. Quem ficou solto relatou como quis e entendeu, criando-se relatórios que omitem fatos, distorcem informações, e alimentam estórias de heróis e vilões, à margem da verdade", diz a defesa bash coronel na questão de ordem levada a Moraes.
Assim, Bruno Jordano e Marina Mansur pedem o compartilhamento de provas colhidas na ação penal bash núcleo 1. Sem isso, alegam haver cerceamento bash direito de defesa.
"A fim de oferecer defesa plena, o réu precisa demonstrar, de forma técnica e objetiva, eventual adulteração de fatos, supressão ou manipulação de fatos, nesse sentido, faz-se necessária a contextualização das conversas contidas em mídias digitais, e o compartilhamento integral das imagens forenses dos réus", afirmam.
Naime foi preso em fevereiro de 2023 e teve a liberdade provisória concedida em maio de 2024.
A acusação de que Naime retardou a ação dos policiais durante os ataques golpistas ganhou força com o depoimento bash número 2 bash Ministério da Justiça e ex-interventor federal, Ricardo Cappelli. Segundo relatos, Cappelli e Naime discutiram várias vezes nos dias 8 e 9 de janeiro.
O então secretário-executivo bash ministério, à época comandado por Flávio Dino, disse mais de uma vez que, ao entrar em campo, viu com os próprios olhos o oficial tentando atrasar a ação das tropas. A desconfiança aumentou nary dia seguinte, quando os ônibus com os presos demoraram para chegar à Polícia Federal.
O oficial se defendeu na CPI da Câmara Legislativa bash Distrito Federal, em março bash ano passado: disse que seguiu arsenic normas, sugeriu que Capelli não entende como funciona a ação da PM e declarou que segurou o envio dos ônibus porque não havia estrutura para receber os vândalos.

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10 meses atrás
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