Pré-candidatos a deputado têm pego carona com políticos aliados para assinar denúncias e protocolar requerimentos conjuntamente em órgãos de fiscalização e de defesa, como forma de ganhar visibilidade para a eleição. A estratégia ocorre da direita à esquerda.
Pré-candidata a deputada federal pela primeira vez, Natalia Szermeta Boulos, mulher do ministro Guilherme Boulos (Secretaria-Geral da Presidência), e a deputada estadual de São Paulo Ediane Maria (PSOL) foram ao Ministério Público Federal (MPF) contra a rádio Jovem Pan pela fake news de que o governo federal taxaria o Pix.
"Eu e Natália temos uma parceria de longa data, que vai muito além dessa dobrada que estamos construindo. Nos conhecemos fazendo luta no MTST, pisando no barro, fazendo ocupação e lutando junto ao nosso povo", diz Ediane.
"Estamos nos juntando também para ocupar a política institucional e dar continuidade a esse projeto de representação popular tão importante, seja lá no Congresso Nacional ou aqui na Alesp", prosseguiu a deputada estadual.
O veterano deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP), que deverá se aposentar ao final deste ano, tem encaminhado ofícios ao lado de Juliano Medeiros, ex-presidente do PSOL e seu herdeiro político, que disputará vaga na Câmara.
Em janeiro, ambos foram ao Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) contra propaganda da gestão Ricardo Nunes (MDB) sobre o plantio de árvores na cidade de São Paulo.
Medeiros também foi chefe de gabinete de Valente e deverá concorrer neste ano com apoio do deputado. "Minha parceria com Ivan tem quase 20 anos. É natural que tenhamos iniciativas em conjunto, somos militantes políticos que compartilham as mesmas causas", diz Medeiros.
Membros do MBL, o deputado estadual Guto Zacarias, que mira a Câmara, e Renato Battista, pré-candidato à Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo), já protocolaram notícia de fato no MPF pedindo a apuração da legalidade da contratação do jornalista José Luiz Datena pela TV Brasil, empresa pública vinculada à Empresa Brasileira de Comunicação.
Candidato em 2022, Battista acabou como suplente na Alesp. "Faço ações em conjunto sem julgar a visibilidade jurídica, mas necessário até pela minha quantidade de votos, 54.551 Fui mais votado que muitos estaduais eleitos", diz ele, que é coordenador nacional do MBL.

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