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Decisões sobre juros no Brasil e nos EUA; os destaques da 'Superquarta'

Copom deve manter Selic em 15%, mas mercado busca sinais de corte em março

  • O Copom (Comitê de Política Monetária) decide hoje sobre a taxa básica de juros, e a expectativa amplamente dominante é de manutenção da Selic em 15% ao ano. Seria a quinta decisão consecutiva sem alteração.
  • O foco do mercado, porém, está no comunicado: investidores procuram pistas sobre quando o Banco Central iniciará o ciclo de cortes. Levantamento da Reuters com 35 economistas mostra que 32 projetam Selic estável, enquanto apenas três apostam em corte (dois de 0,25 ponto percentual e um de 0,50 p.p.). A precificação de mercado e relatórios de bancos locais reforçam o cenário base: manter agora para cortar na reunião seguinte, em março.
  • Pesquisa com bancos indica que cerca de 70% das instituições esperam o primeiro corte em março. O Boletim Focus projeta Selic em 12,25% no fim de 2026, o que implica cortes acumulados de 2,75 pontos percentuais ao longo do ano. Relatórios de grandes bancos estrangeiros apontam para início do ciclo de flexibilização em março, com juros próximos a 12,50% até dezembro.

Fed anuncia hoje decisão dos juros com alta probabilidade de manutenção

  • O Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) deve manter a taxa de juros na faixa de 3,5% a 3,75% na reunião de hoje (28), segundo consenso de mercado. A probabilidade de manutenção é de 97%, com chance residual de corte de 0,25 ponto percentual.
  • A decisão vem após três cortes consecutivos em 2025. O foco dos investidores estará no comunicado pós-reunião e na coletiva do presidente Jerome Powell para detectar se o Fed mantém o viés de reduzir as taxas ao longo de 2026 ou sinaliza pausa prolongada.
  • O mercado já precifica um ou dois cortes em 2026, com maior probabilidade de início em junho, caso a inflação siga em desaceleração e o mercado de trabalho perca força. Bancos como Goldman Sachs projetam dois cortes ao longo do ano, dependendo dos dados econômicos.
  • A reunião ocorre sob pressão política do presidente Donald Trump, que defende cortes mais agressivos. Analistas esperam que Powell reforce a independência do Fed na comunicação para evitar a percepção de interferência da Casa Branca na política monetária.

EUA: Microsoft, Meta e Tesla divulgam balanços hoje

  • Os investidores acompanham hoje a divulgação dos resultados trimestrais de Microsoft, Meta e Tesla após o fechamento dos mercados americanos. Os balanços saem em semana decisiva, marcada pela reunião do Federal Reserve sobre juros.
  • Para a Microsoft, o consenso aponta receita entre US$ 79,5 bilhões e US$ 80,6 bilhões no trimestre, alta de 14% a 16% impulsionada por nuvem e inteligência artificial. O lucro por ação deve ficar em US$ 3,86, crescimento de 19,5% na base anual. A atenção está no impacto dos investimentos em data centers, que devem dobrar entre 2024 e 2026, sobre as margens da companhia.
  • A Meta deve registrar receita de US$ 58,3 bilhões no quarto trimestre de 2025, avanço de 20,5%, com lucro por ação de US$ 8,20. O ponto crítico é o salto de 50% nos gastos com infraestrutura e IA no trimestre, que podem chegar a US$ 98,6 bilhões em 2026.
  • Já a Tesla chega sob pressão, com projeções de queda de 39% no lucro por ação, para US$ 0,44, e recuo de 3,6% na receita, em torno de US$ 24,8 bilhões. A margem bruta deve cair de 18% para 17,1%, refletindo competição no setor de carros elétricos e cortes de preços.
  • Os números dessas três empresas vão calibrar o apetite por risco em tecnologia e podem ampliar ou conter a volatilidade no Nasdaq e no S&P 500.
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