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Depois da Braskem, gestora IG4 busca controle da Raízen

Na Raízen, a IG4 pretende reunir 50% mais um dos créditos que serão convertidos em ações da Raízen. Isso é importante porque o plano de recuperação extrajudicial prevê que parte da dívida vire participação acionária.

Em termos simples, a IG4 tenta comprar a dívida que vai virar ações. Quem conseguir reunir a maior parte desses créditos tende a se tornar dono de uma fatia decisiva da Raízen depois da reestruturação e, na prática, pode assumir o comando da empresa.

A operação da IG4 mira os cerca de R$ 65 bilhões em dívida financeira que entraram no plano de recuperação extrajudicial da Raízen. A Raízen informou ter conseguido adesão de 80% dos credores ao plano.

O plano de recuperação da Raízen prevê a conversão de 45% da dívida em ações, ao preço de R$ 0,25 por papel, o que entregaria aos credores mais de 80% da companhia. Os outros 55% da dívida seriam renegociados para pagamento em prazos mais longos.

Pelo plano, a Shell faria um aporte direto de R$ 3,5 bilhões na Raízen, enquanto a Aguassanta, holding de Rubens Ometto, controlador da Cosan, poderia aportar outros R$ 500 milhões.

A estratégia da IG4 enfrenta um desafio de ordem prática, que é ter acesso e convencer uma base pulverizada de credores, incluindo investidores estrangeiros, debenturistas e detentores de CRAs (certificados de recebíveis do agronegócio, um papel de dívida corporativa).

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